domingo, 14 de setembro de 2014

pontas sem nós...

Trabalhei por muito tempo em atividades, onde, de maneira indireta
a real e principal função, era resolver problemas de outros (empresas).
Minhas áreas específicas são administrativas, contábeis e financeiras,
mas é impressionante como elas podem ser bastante abrangentes.
Geralmente, estes problemas estavam relacionados a conflitos
humanos, estes, de um gradiente espectral bastante amplo e 'variado'...
Incapacitação, falta de treinamento, conflitos comportamentais,
carências, injustiças, todos costumam entrar como variáveis,
às vezes secretas, todas no mesmo saco...

O que logo aprendi, é que não se pode deixar pontas sem nós...
Resolver um problema, criando um outro (imediato ou não) na maioria das
vezes, pode ser pior do que deixar tudo como está...
Já vi, e não de muito longe, empresas sucumbirem às suas próprias soluções...
Assim como pessoas também... aliás, às empresas, não são muito diferentes
das pessoas em vários aspectos... mas este, já seria um outro assunto...

Quando realiza-se trabalhos em consultorias, ou se é contratado apenas
coadjuvantemente em alguns projetos, resolver, dissolver, dinamizar
situações e problemas, deixando um outro problema em seu lugar, pode
significar, numa hipótese menos danosa, fechar às portas para futuras
oportunidades, quando não, causar mesmo a morte de uma operação.
(sim e também a do cliente...).

Outra coisa bastante importante, mas muito delicada, que parece até uma
blasfêmia mas não é:  Ser assertivo sempre, com soluções imediatistas, ou pior,
ser assim  responsivo, não basta ou é realmente proveitoso...
Surpreendentemente em determinados casos, às vezes é necessário deixar o
problema atingir uma dada dimensão necessária, e que então proporcione e
viabilize a solução definitiva...
Incrível né? Só quem vive vê...mas esta visão, dependerá do seu 'infernal'
espaço amostral...

De modo geral cada problema tem três faces... uma obvia, uma não óbvia
ou podemos dizer..'sutil' e quase sempre todos têm uma face oculta...
mas isto, também já é uma outra história...
ralleirias


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