segunda-feira, 1 de setembro de 2014

É o que enfim, existe...

Por mais que sejas importante em teu mundo
ainda assim és como o nada...
Lufada de vento  na vela, ao porto...
Chama intensa e vívida que será apagada...
Um canto lírico e belo num ermo, remoto cume...
O clarão que cega num instante ao ápice do lume...
E toda certeza, e toda força, como água que move o moinho...
És num instante, mesmo, toda a humanidade, mas... morrerás sozinho.
Cumpre teu papel assim na construção da história!
Sagas de fracasso, paz e guerra, sanhas, amores e glórias
E em tudo, ser o que és,  transcende também a graça ou desgraça
E teus passos, errados ou certos, sobretudo são o teu melhor caminho...
Portanto,  não lamentais tua existência, seja ela,  alegre ou triste
Pois ainda assim, em todos os universos, o melhor de ti é o que enfim, existe...
ralleirias


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