terça-feira, 31 de março de 2026

brisa

Poema nunca consola.
Dor sempre isola.
Amanhã? Não tem.
E não está. E tudo bem...
Tudo ficará como convém
para ninguém... é a falta que
invisibiliza. E eis que cada louco,
sopra a sua própria brisa...
-metateatro

segunda-feira, 30 de março de 2026

A gestão de riscos ocupacionais - obrigatoriedade a partir de maio de 2026

 A atualização da NR-1 - Portaria MTE nº 1.419/2024 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com foco na gestão de riscos ocupacionais, torna obrigatória a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) a partir de maio de 2026. O objetivo é avaliar os fatores organizacionais e de ambiente de trabalho que geram estresse e doenças mentais, e não o diagnóstico clínico de doenças (como depressão ou ansiedade).
Fatores de Riscos Psicossociais (13 Fatores)
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e normas técnicas focam na identificação de 13 fatores principais que devem constar no diagnóstico e no PGR:
  1. Assédio de qualquer natureza (moral ou sexual).
  2. Baixa clareza de papel/função (o funcionário não sabe exatamente o que deve fazer).
  3. Baixa demanda de trabalho (subcarga) (falta de atividades).
  4. Baixa justiça organizacional (sensação de injustiça, tratamento desigual).
  5. Baixas recompensas e reconhecimento (falta de valorização, feedback).
  6. Baixo controle no trabalho/Falta de autonomia (incapacidade de influenciar o ritmo ou modo de trabalho).
  7. Eventos violentos ou traumáticos (assaltos, ameaças no trabalho).
  8. Excesso de demandas (sobrecarga) (carga excessiva de trabalho mental ou físico).
  9. Falta de apoio e ajuda (liderança ou equipe inoperante).
  10. Conflitos de relação (conflitos interpessoais constantes).
  11. Estresse ocupacional (resultante da organização do trabalho).
  12. Monotonia (trabalho extremamente repetitivo).
  13. Insegurança no emprego (medo constante de perder o trabalho).
Como as Empresas Devem se Preparar (Segundo a NR-1)
As empresas precisam sair da fase de discussão e implementar ações práticas antes de maio de 2026 para evitar multas.
  • 1. Incorporação ao PGR: Os riscos psicossociais devem ser tratados com a mesma importância que os riscos físicos, químicos e biológicos dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos.
  • 2. Mapeamento e Diagnóstico: Utilizar ferramentas técnicas para identificar esses fatores, como questionários validados (ex: COPSOQ), pesquisas de clima, entrevistas individuais/grupo e análise de dados de RH (absenteísmo, turnover).
  • 3. Plano de Ação: Para cada risco identificado (ex: alto índice de assédio), a empresa deve descrever uma medida preventiva ou corretiva.
  • 4. Treinamento de Lideranças: Capacitar gestores para identificar sinais de estresse e gerir conflitos.
  • 5. Canal de Denúncias Seguro: Estabelecer mecanismos confidenciais para relatar assédio e conflitos.
  • 6. Monitoramento Contínuo: A avaliação não é pontual; os riscos devem ser reavaliados periodicamente.
Os relatórios técnicos do PGR devem documentar a metodologia, os resultados da avaliação de riscos e as medidas adotadas para mitigá-los.
 +1
Principais Destaques do Treinamento Prático NR-1:
  • Foco em Riscos Psicossociais: Diagnóstico e prevenção de Burnout, assédio e esgotamento emocional no ambiente corporativo.
  • Gestão de Riscos Ocupacionais: Estruturação do Inventário de Riscos e Plano de Ação.
  • Compliance e Segurança: Blindagem de empresas contra multas e processos trabalhistas.
  • Metodologia: Cursos online, presenciais ou híbridos com interatividade, incluindo simulações de cenários reais.
  • Público-alvo: Profissionais de SST, RH, psicólogos, enfermeiros do trabalho e empreendedores.
Onde realizar o treinamento/se capacitar:
  • Sest Senat: Curso focado em riscos psicossociais e gestão de riscos na prática.
  • INBRAEP: Oferece certificação online, simulações 3D e foco em conformidade.
  • SBcie: Formação completa em 9 módulos para implementação estratégica.
  • Hotmart (Workshop): Treinamento prático focado na implementação rápida.
  • Fundacentro: Série de vídeos sobre a nova NR-1 e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Nota: As empresas devem se adequar à NR-1 para evitar penalidades, com grande foco na fiscalização e na saúde mental dos colaboradores.
Consigliere Brasil_2026 

sexta-feira, 20 de março de 2026

ilusões

E qual desamor que é a maior 
dor do solitário, senão a 
compreensão do real erário o
sentir-se ser, se compreender, 
doer-se e remoer o rancor 
inevitável...e romper no que 
é e no que projeta e aonde 
se objeta a verdade do ser, e
ali, nada é feito para não 
encaixar-se em qualquer 
historicidade, além daquelas 
das ilusões sobre o lugar 
e as fantasiosas e ocupadas 
desejosas realidades
prontas para comportarem
as suas personalidades...
- metateatro

outro lado

Num outro lado, um vazio te espera.
Lá, lembranças circulares são um léxico 
que sustenta-se no tempo de cada 
palavra, assujeitadas no lugar e na dor
ou amor de aonde foram criadas... 
ali os desejos estão em memórias, 
as do que é ser ou não ser 
sem mesmo acontecer
até na condição de irresolutas 
ou então de absolutas, enceram 
suas razões até um desvanecer.
- metateatro

quarta-feira, 18 de março de 2026

tem sido assim

...tem sido assim há bilhões de anos, 
a luz do sol acontece à partir da fusão 
que ocorre principalmente pela cadeia 
próton-próton, ali começa na transformação 
do hidrogênio em hélio em três etapas principais,
 a fusão inicial, tem dois prótons dos núcleos de 
hidrogênio, eles se fundem e formam o deutério 
e disso, também liberam um pósitron e um neutrino, 
e acontece o segundo passo, aonde o Deutério soma 
outro próton e assim formam o Hélio-3 e disso, 
liberam energia em fótons gama, e então, se dá a 
etapa aonde dois átomos de Hélio-3 se fundem, 
formando Hélio-4 e assim liberam dois prótons que 
reiniciam o ciclo, tem sido assim há bilhões de anos...

- Oroboro

quarta-feira, 11 de março de 2026

A análise de sistemas complexos

A análise de sistemas complexos, automação e controle de qualidade utiliza matrizes de interferência e transição para mapear como diferentes estados ou componentes interagem e evoluem ao longo do tempo. A aplicação do Princípio de Pareto (regra 80/20) permite focar nos 20% das causas que geram 80% das interferências, priorizando ações.
 Matriz de interferência e transições e princípio de pareto e as transições possíveis , prováveis e improváveis - Como estruturar, classificar e calcular essas transições: 

1. Matriz de Interferência (ou Interação)
É uma tabela bidimensional que mapeia as relações entre atividades, componentes ou falhas.
  • Finalidade: Identificar pontos de conflito (interferência) entre componentes, onde uma ação de um componente afeta negativamente outro.
  • Aplicação: Usada na compatibilização de projetos (BIM), análise de risco (manutenção) ou simulação de processos industriais (MES/Factory IO).
  • Estrutura: Linhas (causas/componentes) x Colunas (efeitos/interferências).
2. Matriz de Transições
Define as probabilidades de um sistema mudar de um estado para outro (ex: Máquina Funcionado 
 Máquina Parada).
  • Matriz de Markov: É uma matriz quadrada estocástica, onde a soma das probabilidades de cada linha é 1 (100%), mapeando o comportamento futuro baseado no estado atual.
3. Princípio de Pareto (Regra 80/20) na Matriz
O Princípio de Pareto estabelece que 80% das consequências (interferências/falhas) vêm de 20% das causas (transições/componentes).
  • Como Aplicar:
    1. Listar todas as transições de interferência.
    2. Quantificar a frequência de ocorrência (histórico de falhas).
    3. Ordenar as transições da mais frequente para a menos frequente.
    4. Calcular a frequência acumulada.
    5. Focar no 20% superior (os "poucos vitais") que causam 80% dos problemas.
4. Transições Possíveis, Prováveis e Improváveis
A classificação depende da análise de probabilidade da matriz de transição.
  • Possíveis: Qualquer transição que não tenha probabilidade zero na matriz.
  • Prováveis (Alta Frequência/Risco): Transições que ocorrem com frequência no histórico, indicando necessidade de ação imediata (20% Pareto).
  • Improváveis (Baixa Frequência/Risco): Transições com probabilidade muito baixa, consideradas negligenciáveis ou de baixo risco.
5. Como Calculá-las
A base para o cálculo é a matriz de transição de estados.
A. Probabilidade de Transição (P)
Calculada dividindo o número de ocorrências de uma transição específica pelo total de transições observadas.
B. Cálculo de Transições Futuras (Cadeias de Markov)
Para prever o próximo estado, multiplica-se o vetor de estado atual pelo vetor/matriz de transição.
C. Classificação de Risco (GUT)
Para priorizar as transições da matriz de interferência:
  • Gravidade: O quanto a interferência afeta o sistema?
  • Urgência: Precisa ser resolvido agora?
  • Tendência: O problema vai piorar se não resolvido?
    (Nota: Pontuar de 1 a 5 cada critério e multiplicar para obter a prioridade).
Exemplo Prático de Matriz de Transição
Imagine uma máquina com dois estados: Funcionado (F) e Falha (P).
De \ ParaFuncionando (F)Parada/Falha (P)
Funcionando (F)0.90 (Provável)0.10 (Improvável)
Parada/Falha (P)0.30 (Possível)0.70 (Provável)
  • Cálculo: Se a máquina está funcionado hoje, há 90% de chance de continuar funcionando amanhã e 10% de falhar.

Consigliere Brasil-2026