domingo, 7 de setembro de 2014

inconsistência...

Parece bem uma inconsistência... 
o que supomos alma.
Não digo que não exista... mas, como tudo que se passa
pela compreensão humana, talvez, seja apenas um misto
de desejo, mito, folclore, medo e esperança e casualidade...

E que consistências têm, cada uma destas coisas?
Assim, tão consistente também, seria a alma,
tanto quanto pretensamente somos..?

E o quanto somos consistentes, nestas bases que nos significam? 

O que haveria em nós, de possivelmente eterno?
E dos nossos mundos? Ou em alguma coisa, em todo o
incomensurável universo?

Desta forma, a tal alma, talvez não seja diferente de nada,
nem dos átomos, nem dos sóis, nem galáxias, buracos negros,
ou da energia... enquanto observáveis, podem ser tão particulares,
definíveis, mas, ante a vastidão do que compreendemos como tempo...

Um momento haverá, em que tudo se embrenhará num esquecimento,
causado por outras realidades da incerta eternidade, e assim, o todo, 
ocorre como em ondas...(?) Qual a consistência de uma onda, se não é, 
a própria inconsistência ?

 ralleirias (das mortes não morridas)


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