Foi a minha imensa felicidade ao morrer...
Sem sentimentos de perda, nem medo, ou pavor.
Mais ou menos, como quando morremos em um papel
que ocupamos em nossas vidas...
E, ser assim, um 'ex-alguma coisa' não desejada,
pode ser mesmo muito libertador...
(embora, de imediato, nem sempre percebamos).
E me fui, sem toda aquela mística exotérica,
contudo sim, aconteceu como na percepção aristotélica...
Eu tinha mesmo uma alma, e ela, era igual a eu,
mas, muito mais abrangente.
Não era presa necessariamente, em apenas 'ser gente',
era conceito provável, era mesmo o imponderável,
loucura, imensidão, ternura e sim, mais que tudo... pura paixão.
Aliás, agora eu acho, que é a paixão, o que provavelmente nos faz,
partindo desta energia, realizar esta transformação para um ente humano.
E que às vezes, confunde felicidade, com a alegria,
ano após ano, vive um engano, até o fim de seus dias...
ralleirias - fragmento.

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