dos quais, poucos eu lembro.
Sei que justamente, estes que não recordo,
é que sinalizam as potencialidades, que então abrirão
meus caminhos para compreensão do todo.
E sei que não transcenderei isto, até que saiba-os todos.
Até então, não retornarei à verdadeira liberdade...
Assim, o tempo não é mais um problema,
nesta orbe, ele não existe.
Pode-se chamar à isto de eternidade,
embora relativamente à percepção,
não dure mais que um instante...
Nosso entendimento limitado e referenciado
em nossas fronteiras lógicas, faz isto parecer complexo...
Quando souber todos e portanto, adquirir todos os
seus poderes, que são um só, e múltiplo, e então nenhum,
só daí, é que estarei pronto para tudo esquecer
e voltar assim à origem de onde todos emanam...
O todo é em todo lugar, é então, tudo em lugar nenhum...
Na polifonia do real, tudo está e tudo não está, e ainda
tudo nem está e tudo nem não está....
São estas, dádivas que poucas ascendências
conscientes possuem, mas, estão ocultas, elas, na aparente
banalidade de nossas potencialidades...
Imagine, um conjunto numérico que em sua base,
não possui apenas dez números, mas sim, vinte e dois algarismos...
Cada palavra é uma expressão de um destes números,
suas complexidades são enormes...
As palavras e sua articulação, são assim, desta forma
florescências raras em todo o multiverso...
Saber estes setenta e dois nomes, pronuncia-los,
é algo excepcionalmente extraordinário e reverbera
em todas as instâncias de espaço, tempo e de realidades...
ralleirias (fragmento)

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