Não tenho dúvidas sobre a infinitude da ignorância, ela é óbvia.
Um paradoxo fácil e observável... quanto há para saber?
Do tanto que há para saber, potencialmente há o tanto que se ignora,
e cada vez mais... e assim, exponencialmente...
Gosto de pensar nisso, como se o conhecimento
fosse propelido pela consciência que temos de nossa ignorância
e ele, é como um tesouro que espera por nossa conquista...
Parece haver, o que podemos imaginar, como um certo 'equilíbrio'
relacionado à este paradoxo que constantemente se desfaz:
Quanto maior o conhecimento, maior a ignorância...
Pende o fiel da balança, para um lado ou outro...
derramando os excessos...e em criatividade!
Talvez, o nosso maior período de desenvolvimento como humanidade,
historicamente, talvez biologicamente também, foi no paleolítico,
algo entre três a dez milhos de anos...
Neste período, não socializávamos muito bem, nos matávamos uns aos outros
com lanças, flechas, clavas, paus e pedras ... mas 'evoluímos'...
Talvez, nunca tenha ocorrido maior demonstração de como
somos ainda tão ignorantes, mas além... como somos violentos,
brutos e absurdamente ingênuos, e ao mesmo tempo, tão extraordinariamente
inventivos, a ponto de transformar um enorme conhecimento científico
acumulado e uma das maiores demonstrações de barbárie imagináveis...
Então, quem sabe, somos ainda os mesmos animais violentos que viviam no
paleolítico, mas apenas, notadamente evoluímos em nossas capacidades...
Estas malditas armas e bombas, que existem ainda aos milhares, capazes de extinguir toda a vida que há sobre a terra, várias vezes...
Elas e toda a tecnologia, recursos e o poder envolvidos... e todas as pessoas
que estão relacionadas tecnicamente à isto, e que teoricamente deveriam estar entre as mais qualificadas, além de cientificamente, socialmente...
Sem dúvidas, tudo isto compõe o quorum. é como prova de que apenas nos revelamos no nosso 'mais' moderno potencial, mas, não é o do alcance de conhecimentos, ou apenas prova de nossa notória ignorância, mas sim, de nossa infinita e bárbara estupidez, e sim, também de nossa intencional e cruel maldade...
Podemos dizer que evoluímos..? Talvez em nossas loucuras.
ralleirias

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