Existe uma proposição, que atinge o imaginário moderno,
onde nos é imposta a certeza de que devemos nos enquadrar
num modelo idealizado de ente, que vive em permanente sucesso,
cercados num arcabouço de extrema felicidade lírica e
de realizações e conquistas objetivas quanto aos amealhamentos
dum sistema de consumo insano e destruidor.
Instigam-nos a crença sobre nosso fracasso, se assim não vivermos
e isto potencializa também a tristeza e me parece, que isto facilita
muito o que conhecemos hoje como depressão.
Mas acontece, que não apenas antônimos são a felicidade e a infelicidade.
São elas, também os lados de uma mesma moeda que atribui valor real ao
nosso desenvolvimento. Este valor está ligado a nossa condição de humanidade.
Talvez a estratégia deste sistema, seja justamente fomentar este desiquilíbrio,
para que tentemos suprir nossas angústias propositalmente com as aquisições
destes pequenos pacotes de felicidade idealizada, vendida num mercado
oportunista e à varejo...
ralleirias - crônicas das lutas de classe

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