domingo, 24 de agosto de 2014

Então, um novo jogo é jogado...

'Jogavam' ele e ele...
E sentava do lado de lá, realmente como um oponente...
Do lado de cá, prometia não ser um jogo fácil...
Finalmente um adversário à altura, mas contudo, certamente não páreo...
Horas à fio, jogadas bem pensadas, peças suspensas na mão, olhar perdido
num futuro de possibilidades... antevia três, sete jogadas...
Do lado de lá, tinha cuidados redobrados, quadruplicados,
pois o adversário é ardiloso, velhaco e malicioso...
Semana saía, semana entrava, o jogo evoluía, o tabuleiro 'sangrava'...
Difícil jogo, daqui pensava... difícil jogo, de lá balbuciava...
Então cometeu um disparate, num rompante de confiança em si
propiciou para seu eu adversário, que julgava distraído, ali, o cheque-mate!
Inusitado foi o que aconteceu, acusou-se de sabotador,
ao tabuleiro irrompeu, jogou-o ao chão, com tamanha fúria e ardor...
Calma, então alto gritou... se fizestes assim, se quem venceu fui eu,
e porque, o que realmente importa é que eu gosto de mim, muito mais do que eu!
Recolhe as peças do jogo, seu semblante, agora acalmado...
Olhar perdido por um muito longo instante, do qual sai com uma expressão triunfante!
E propõe assim,  num simples enunciado: Melhor de três é que vence!
Então, um novo jogo é jogado...
ralleirias


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