terça-feira, 26 de agosto de 2014

Na origem de suas ideias, quem lhe fala mais alto, seu amor ou seu medo? Pense!

Uma ideia, carregada em uma ou num conjunto de palavras, leva pensamentos expressos, e vai mesmo, além do entendimento...  cada vez que é falada é sempre e sempre replicada... associa-se à outras palavras, que não lhe são refratárias... em comum, agora  um pensamento, uma vontade, um sentimento, não necessariamente permeados por mentiras ou verdades... assim, na configuração de sua essência há uma estratégia ainda que involuntária que lhes dá permeância, mesmo nas mais complexas ou nas mais simples mentes desavisadas...  E assim, tomam os seus sentimentos, conduz as razões, e configuram entendimentos e comovem corações...  Ocorre uma ocupação sistemática na mente... Para o bem ou para o mal, a vontade é agora a impostura destas ideias de um caminho único, como se apenas isto fosse a legítima manifestação de uma real expressão... e um caminho supostamente de perfeição... Até que um conjunto de novas ideias, que vai se agregando, cause outra mutação.

Suas ideias e conceitos não são sua essência.  São sim, frutos da cultura, expressão de costumes, de vontades e interesses que necessariamente não são os seus...
Isto, pode não ser um problema... Mas inevitavelmente carreiam sempre interesses alheios e que legitimamente seus lhe parecem. Contudo, existem algumas associações benéficas, mas, outras não... Há ideias que nutrem nossas vidas de forma benfazeja, mas também há parasitas ... Algumas palavras tem como forte motor, os sentimentos que emulam.

O ódio por exemplo, consegue ser muito mais fluído que o amor, a resposta violenta é tão mais espontânea, do que a resposta da paciência e do amor.  Me parece bem claro, que primordialmente, as respostas do medo nos deram vantagens evolutivas e de sobrevivência por serem mais rápidas diante de qualquer dúvida ou risco...
O amor também nos conduziu em nossa evolução, mas a ambientação em que ele se dá, é um tanto mais tranquila... na maioria das vezes.
O amor bebe na fonte do desejo, da ternura e da tranquilidade.
O ódio e a violência, bebem na fonte do medo... e as palavras que tem neles o seu motor, nos convencem sem a necessária complexidade e demora da razão... são respostas inconscientes e subjetivas que tem caminho fácil em nossas expressões objetivas.

Então, pode acontecer de um conjunto de palavras, nos manter reféns de suas enganadoras, encarceradoras expectativas de um temerário porvir...
O ódio e o medo brotam de forma contundente em nós, e acreditaremos claramente, que elas são nossas profundas vontades... e damos assim uma resposta... Revestida de violência.  Com a vontade transfigurada, buscamos agora uma felicidade às avessas, e  belicosamente, isso poderá nos levará a uma servidão cíclica e randômica .

Veja, que mesmo os vermes que futuramente em nosso derradeiro ocaso, comerão nossa carne, nos devolverão como minerais à terra, numa ciclicidade que gerará novas vidas.
Mas, estes parasitas disformes e intangíveis, que são como assombrações de intenções más e torpes, travestidos de conceitos, de certezas na purificação pelo ataque e exclusão, nestes ideais de perfeição na violência e prepotência do poder do mais forte, consomem nossa mais pura essência humana e provavelmente nos jogarão à guerra e à morte... são vermes que proliferam-se assim, comendo nossos destinos, dignidade e nossa sorte...
Na origem de suas ideias, quem lhe fala mais alto, seu amor ou seu medo? Pense!
ralleirias- das lutas de classe


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