terça-feira, 12 de agosto de 2014

memórias de quando fui árvore

Onde está o tempo?
Poderia ser o próprio espaço?
Estava, está e estará...
Nem mesmo um lugar sequer perdurará.
Mas, brotamos em nossas vontades...
E as acreditamos como verdades...
Surpreendentemente, até esperamos por um final,
mas, este não haverá... no entanto, tudo se dissolverá...
Voltaremos então ao mesmo lugar? Ao estar? o Ser?
Na profundidade de um buraco negro, repousa quem sabe,
a nossa tão desejada estabilidade...
Onde, mesmo cada molécula,
cada átomo, deixarão de ser então verdades...
E nem mesmo lembranças ou transitoriedades...
Teus átomos estavam num mineral,
passaram pelo vegetal e liberar-se-ão pelo animal...
E, de tudo que tu sabias,
restará nada e tudo,
na perpétua migração de energia.
ralleirias (memórias de quando fui árvore)


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