quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Quando o mal, permanece nas sombras, oculto...

Quando o mal, permanece nas sombras, oculto,
ele pode se passar, por qualquer coisa... inclusive virtude.
Quando o mal, não está revelado, e não pode ser nomeado
nem reconhecido, ele pode agir sobre a realidade e corromper
a verdade.

Assim, travestido de virtude, então o mal, pode acusar à qualquer
entidade, sentimento ou ação, vontade e entendimento ou mesmo
concepção, de serem o próprio mal...
O mal potencializa o desconhecimento, e serve-o não como ignorância,
mas como estupidez.
O mal entrelaça-se com a pré-concepção e fabrica assim o preconceito.
O mal corrompe o interesse, transforma-o em ganância, e o vicia pela vaidade...
Corrompe também as boas intenções e fomenta-lhes assim a escassez ..
E daí, distorce-as e às prostitui  e usa-as então, como ferramenta aliciatória.
Ele transforma a união de grupos naturais, em maléficas facções.
Dos desentendimentos, ele faz guerra, e brutaliza...
Divide para conquistar, corrói, dessensibiliza.

Nas suas veias, correm ácidas, a velhacaria e a malícia...
Bebe das ingenuidades... o mal transforma a certeza em fanatismo cego.
Insufla o ego e constrói à partir das opiniões comuns, o extremismo e o fascismo...
É utilitarista, é só pragmático, excludente, o mal é enfático.

O mal não se importa com nenhum sofrimento, a não ser que lhe seja útil.
O mal deseja o ódio, o mal não concede perdão, ele tortura, ele cala...
O mal é besta, é fanático, é vastidão árida e inóspita, o mal é fútil...
Não tem pena, a lógica ele subverte... o senso, ele desacata.
O mal deseja a discórdia, ele ofende, encarcera, envenena...
Quando o mal, permanece nas sombras, oculto, ele também mata.

ralleirias (Das lutas de classe - fragmento)


Nenhum comentário:

Postar um comentário