Solidão, talvez
seja uma forma de servidão.
Encarcerados pelas lembranças...
Amortecidos pelas esperanças...
Como nos libertar então?
Presos em um tipo especial de estado,
quem sabe, em um modelo mental..?
Onde geralmente, fomos cadeados
por um amor, que foi 'sobrenatural'...
Fomos assim, codificados.
Mas... como quase tudo que é anormal...
À luz da razão, a dor de amor que daí, é um mal
é desvendada e então, tudo é evaporado...
Mas... a solidão, fica como legado.
A solidão, assim, não estranhamente é algo quase desejado...
É como a espera para a cura de uma ferida,
num limbo atemporal, desconexo da lógica formal
e da 'verdadeira' vida...
A solidão, não se dá no tempo do agora...
muito embora, ela aconteça ali também,
É num lugar entre o futuro e o passado...
Envolta num emaranhado de lembranças, e além...
Ali aguardamos algo que venha nos restabelecer
E 'contudo' e 'embora'...seremos reconectados
Desejando uma espécie de renascer...
em, um novo presente, e quem sabe mais afortunado..?
Servidão à esperança, é o que presta a solidão
Crente que tudo irá reflorescer
noutro amor... 'e' novamente....
a felicidade irá nos acontecer...
e desta vez...
peremptoriamente então

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