quinta-feira, 24 de julho de 2014

Proscrito.

Mais um século
em que a vida
nos separa...
Os mundos e
nossas almas
cascateiam,
a física,
não nos explica.
Já derrotei legiões...
Por tua causa,
todas as guerras
são pífias.
Desci ao hades,
cuspi na cara 
do barqueiro
e num safanão
tomei-lhe as moedas
chutei os cães
que me receberam
tão bem...
Estás ainda,
tão perto
mas, tão distante...
Talvez
noutra volta da roda
eu te alcance.
Ou noutra
e outra...
mas, no enquanto
me parece,
que a distância assim,
só cresce...
Nesta estrada
de espaço-tempo,
que é como uma teia,
que uma celestial aranha tece...
Vou às moiras,
suborna-las com a paga
que tomei de Caronte,
para que segurem então teus horizontes,
até que eu possa chegar aí...
E possamos finalmente Amar,
o amor sublime que estava descrito
em todas as odisseias de paixão...
das quais por agora,
estou proscrito.
Mas, estamos 
no amor infinito...
ralleirias -Crônicas das mortes não morridas


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