É tão evidente, que é invisível.
Bem ali... no centro de minhas tentativas,
oculta está, uma relação falsa com o mundo.
E o cerne do meu afeto, petrificou...
Abjeta-se como objeto.
Desconexão irremediável,
suspensa por lapsos momentâneos,
onde auto-referencio minha existência.
Sem referendos externos necessários...
A humanidade é um reles parâmetro
dispensável, pois molda-se à estupidez
tanto quanto ao divino...
Inerte, maldita,
causa de meu destino,
tomou-me o tino...
e agora é por mim proscrita...
Padeço, mas não por ressentimento...
Esqueço, de onde veio este momento?
Cresço... pelas paredes do abismo
refutando então os sofismos desses mundos sem fim...
E em cada acidentada saliência,
me apoio para esta emergência...
Ao alto! Acima, avante..enfim!
Conquisto à partir da cratera
agora, vou ao céu...
Então... percebo logo o engano...
Afinal, também sou humano!
E nem todo humano é besta fera...
Agora me parece fato...
Minha compreensão da humanidade
pode ser fruto de minha mediocridade...
E mais uma vez, este 'eu'...
e tudo o que ele já compreendeu
se desintegra em um só ato.
Compreensão é reconhecimento
e presa está à outro momento...
Compreensão é mera formalidade...
Volto para invisibilidade...
ralleirias

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