O tempo é um ativo intangível escasso... e por raro é caro...
Mas caro em apreço, pois aliás é eterno e incomensurável
e como não é alegoria nem adereço e nem mercadoria,
o tempo não pode ter preço...
apenas valor e muito... e muita valia...
Mas depois de um 'tempo' e veja ele, o próprio tempo,
em forma de consentimento...
a gente pensa, que com ele aprende à lidar...
Mas o tempo acontece.
Contudo, não é no relógio e nem nos segundos à contar...
Tenho 'tido' (preciosidade esta expressão, ela tem uma dimensão própria de tempo...)
muito pouco tempo, nos últimos dias, meses ... anos...
Troco ainda, ele por tudo, toda sorte de bugigangas...
E o mais preocupante (eis outra expressão que esburaca tempo),
eu perco um tempo que não é essencialmente meu, mas da minha vida...
Assim minha noção de eu, perde-se no tempo que não é seu. (E daí né, fodeu!!)
O tempo que deixa de acontecer ao nosso favor, se esvai de nossas vidas,
assim como os pensamentos alheios às nossa vontades,
que chegam e se instalam sem nem mesmo pedir guarida...
São desautorizados, mas travestem-se como autoridades....
Como aproveitar o tempo?
Alimentar-se desta querida e verdadeira fonte de vida?
Enquanto passa por ele... Tome o tempo...
Pois se não, ele mostra-se como relativo (e fugitivo)
nos momentos em que realmente não se está atento e... vivo.
Quanto tempo antes de deixar este turbilhão e encarar a derradeira saída?
Isso eu não sei não... mas acho que o tempo que quero,
resume-se ao tempo de viver as verdadeiras paixões
aquelas que tanto espero...
e eis aí uma armadilha de ilusões...
É esse o meu tempo..? É este que sempre desejei..?
É o tempo do 'ser' feliz.. não é o tempo do 'serei'..?
E se quero este tempo o faço... agora.
Pois que seja assim, antes do meu tempo de ir embora...
ralleirias

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