domingo, 20 de julho de 2014

seguimos à esmo...

Despertei, então novamente 
me lancei ao mar
naveguei, fui para 
águas distantes...
acreditando que 
recebera outra chance,
e foi tão longe, 
que nem nome tinha o lugar...

Havia um Sol no horizonte,
que nunca queria deitar...
E um frio, que (acho),
era mais cortante
só por eu não ter, 
nenhum lugar para voltar...

Segui adiante...
Afinal, com o quê se importar?
só havia o horizonte
e eu, o vento, o sol e o mar...

Mas o sol, cansou de mim...
não conseguiu me acompanhar
E assim desinteressado
ele voltou a deitar...

Então o frio passou... da carne,
eis que agora, era só no coração...
Dia e noite navegando
em tão vazia e imensa solidão...

E assim, a vida, como o mar, 
se fazem eternos
Pois nós, encarcerados, 
insistimos em ser os mesmos..
nas primaveras, verões, 
outonos e invernos...
Acreditamos que temos rumo, 
no entanto, seguimos à esmo...
ralleirias - fragmentos

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