ou pensa estar em lugar especial, superior ou de alguma
forma acima do seu meio e lugar como integrante
de um povo. Em relação a psique, isto está no campo
da infantilização e idealização narrativa sobre a própria
imaginação em um lugar 'paralógico' do real, aonde
este ser se pensa em potência de superioridade, por ele,
esta é a suposta única condição que necessita, para
vencer e ser o próprio ideal de 'sonho'.
Mas o real sentimento é de incompletude e permanente
inferioridade. Motor que o faz estar sempre buscando
se autorizar e justificar-se no supremacismo ideal de si.
Estará já próximo aos campos para além da neurose,
e psicose, já quase adentrando nos campos da perversão.
- Crônicas das lutas de classe
Na psicanálise, a perversão é uma das três estruturas clínicas fundamentais
Na psicanálise, a perversão é uma das três estruturas clínicas fundamentais
(ao lado da neurose e da psicose), caracterizada por um modo de
funcionamento psíquico que contorna a castração simbólica.
O sujeito perverso utiliza a denegação (recusa da realidade da falta) e
o fetiche para lidar com o desejo e a norma, buscando gozo sem culpa.
Principais Aspectos da Perversão na Psicanálise, a principal característica é a
Verleugnung (denegação ou desmentido), onde o sujeito reconhece a lei/falta,
mas age como se ela não existisse... é assim, um Mecanismo de Defesa.
Diferente do neurótico, que sente culpa, o perverso busca o gozo de forma
direta, muitas vezes instrumentalizando o outro (o "Outro") como objeto para
garantir sua própria satisfação, portanto insere o outro na sua Relação,
com o Gozo.
A perversão está ligada a fixações em objetos ou em práticas específicas
(voyeurismo, exibicionismo, sadismo, masoquismo) que substituem o
objeto de desejo tradicional, potencializando-se no Fetiche e na Sexualidade.
Há um desvio da norma social e das pulsões, com um desprezo pelas regras
morais estabelecidas, um romper uma 'Transgressão'.
Na Clínica o tratamento é desafiador, pois o perverso frequentemente recusa
a posição de sujeito suposto saber (transferência), muitas vezes colocando o
analista na posição de objeto de gozo.
Diferente da perversidade (que refere-se a atitudes de crueldade), a perversão
é uma estrutura de personalidade
- Crônicas sistêmicas
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