terça-feira, 23 de dezembro de 2025
ideal no imaginário
Parece que não está pacificado ainda o lugar do real e do ideal no imaginário civilizatório ocidental pequeno burguês... isso faz com que abstrações anedóticas como papai Noel, que não existe além da representatividade mítica de contextos repetitivos dos costumes sociais, tome força como lugar além da Marca e ganhe Méritos, para ser e ter espaço em lugar Identitário. A desgraça é o supremacismo e esta instalação do seu domínio de poder do mais forte, que prega e preza, no seu gozo da vida sobre a morte e o esforço de camadas historicamente exploradas por circunstâncias diversas, para construção destes mesmos ideias por quem detém o poder. E que invariavelmente deseja esta condição supremacista, reclama o butim, e também funciona como força das confirmações e autorizações para assumir estes lugares e assim torna-se o indivíduo, como 'um lugar' de uma ocupação identitária que circula na ascendência social e no fomento à estes costumes... então, até mesmo as morfologias de quaisquer um de seus aspectos objetivos e subjetivos constitutivos culturais e de expressão social serão para isso moldadas...esta estupidez será constantemente reprogramada, todas as coisas estarão assim alinhadas aos valores representados nos objetos desse meio, inclusos desejos e ideias, bens, luxo, excessos, e em suas narrativas, fortemente legadas pelo sucesso indevido destas forças e de seu secular desequilíbrio, marcarão as identidades e vitórias próprias nas trilhas até o descarte final de seus corpos, que então se juntarão às suas já descartadas almas, lá no início deste processo aviltante... para que pudessem assim, narrativamente servirem-se no absurdo e insuportável rito de reabastecer ao próprio sistema que os consome e por fim, elimina.
- crônicas das lutas de classe
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