A luz que brilha é porque está movida
e tudo ativa, as trevas por sua vez são
permanentemente obscuras e passivas.
E naturalmente é a luz quem
às sombras mobiliza.
Uma força que é reativa e que
ainda assim cativa a dinâmica do normal.
É como o amor, que é tal qual um sol..
mas, às vezes, reluz como a lua cheia,
e ainda assim, à tudo o amor clareia,
contudo aparecerão bem mais sombras
e isso é o normal, mas não será bom,
pois a claridade desvelada parece como
o bem, ela é mais 'aparente'... e a
obscuridade, sempre ressente-se ocultando
assim, muito bem ao mal, e o bem, fica bem
pouco presente, a verdade ali se faz ausente,
e isso é mais dos campos do mal. Mas assim
como luz da lua que faz sombras com a clareza
que não é sua, pela luz do outro, o seu brilho
é até suas sombras, tudo dali é quase tão
verdadeiro o quanto o é artificial.
E o amor, veja, é equivalente a
claridade e posta-se com a verdade
e ela, também produz sobras
compondo e deixando mais
completa a local realidade.
E sequer expõem como preponderante
indisponibilidade, ali, nas sombras que
abrigam o medo na inação, como o
obscurantismo é uma solidão de invisibilidade
que carente é assim, por falta de iluminação,
mas ainda não está nos campos da inverdade...
pois recolhe-se na insignificância e nas
possibilidades... e apenas se houver
movimento da luz em provimento
sobre a então corporificada realidade,
é que concentra-se suas forças
das trevas, que reclamam ali,
performando falta da luz para
suas existencialidades...
A luz que brilha é porque está movida
e tudo ativa, as trevas por sua vez são
permanentemente obscuras e passivas.
E naturalmente é a luz quem
às sombras mobiliza.
- oroboro
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