sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ainda, às vezes me surpreendo...

Ainda, às vezes me surpreendo
perambulando num deserto...
essa minha assombrada alma
sedenta, nesta árida paisagem,
torce por encontrar
o amor ainda intacto...
nem percebe, que isso
agora é uma miragem...
vagueia como vento incerto,
inquieto, em altos e baixos
em torno e em volta
sem fazer contato...

...os nossos ecos ela caça...
e em devaneios, nos imagina
aqueles de outrora juntos:
pele, boca molhada,
olhos nos olhos,
enquanto te abraça...

...há tanto que não te vejo...
o meu tudo, que já foi o teu beijo
agora, é lembrança amarga...
o que nos aconteceu?...
quando foi que a beleza,
que sustentava o nosso amor
pereceu...
e virou uma carga?

E como tudo isso, foi parar
neste lugar errado...
neste terrível inferno,
onde somos fantasmas
que juraram amor eterno...
Ralleirias

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