domingo, 1 de dezembro de 2013

somente por agora

Estou de posse de teu ser,
somente por agora,
somente por hoje.

Tu, que embora sejas amálgama
do antes, durante e depois,
de essência volátil...
é como vapor na tempestade.
E em existências múltiplas devaneias,
com ânsias de liberdades últimas.

Não percebes, que no dia destas vidas,
o fim costuma ser para à tarde,
não há noite... nem haverá ceia.

E que tua essência, não tem identidade,
e a pura liberdade te permeia.

Então,  quando acordo, resolvo:
Uma vez desperto, te dissolvo...
(Eu quem?)
ralleirias


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