terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Há tempos... tempos múltiplos, tempos paralelos...

Não haveria retrospectiva
num lugar sem tempo?

Do próprio espaço
onde ocorre a existência, emerge
em cada minuto,
talvez
apenas a insistência
na vontade deste existir.

Pois, há tempos...
tempos múltiplos,
tempos paralelos,

paradoxos de compreensão do nada.

O tempo é ... ou poderia ser,
uma noção errada
da multiplicidade do existir?

Ou o tempo
é uma realidade alternativa
em que
na medida que nela mergulhamos
não percebemos
que estamos a lhe construir?

O meu tempo
parece
que transpassa meus movimentos,

como uma agulha
que os costura
com o meu sentir.

Pode ser
que nesta
ciclicidade vaga,
o tempo
seja como uma draga,

removendo a sedimentação
da nossa superficial impressão,
sempre num novo porvir...
ralleirias

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