quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Infinito o desejar...

Infinito o desejar...
Mesmo quando enseja,  
não carências,  
quiçá aspirações...
Mas definida está a essência?
E o que de verdade há por lá?
Concupiscências à relevar...

O que é puro?
O mar? O ar? O ser?
Nadar? Respirar? Viver?
Tão obscuro pode ser o querer...
Tão soturno é o ter?

O tempo que murcha e come tua carne.
O medo que toma teu cerne.
Todos, em instâncias diferentes...

E estamos crentes de que não somos 
tal como os vermes...
Não queres ter que... apenas ser?
Não queres ser ? isso, não é apenas ter?
Tenha tempo e coragem... 
pois a vida,  é viajem.

Pegue cada caco do mundo,
carregue-os neste sonho profundo
em que tudo... tudo é descarte,

Mas... converta estas fontes ambíguas
da cultura do lixo,  para um legado de arte...

E nas tuas dignas mortes
em cada 'uma' dimensão...
deixarás um legado de sorte...
Catalisando então um novo norte
para mundos em transformação.

ralleirias - crônicas das lutas de classe



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