sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

em cada letra...

A palavra, 
não é mais
nem menos.

Não encerra 
definitivamente
o seu próprio conteúdo,
e ainda assim,
uma palavra nunca mente.

É portadora volátil de um significado,
que é um passageiro,
há com ele,
uma certeza efêmera...

E esta, no decorrer dos dias e noites,
do clima, da temporada, do gosto e
da moda, se dilui, se deforma,
se arranja e se reorganiza...

E ainda que transmitida
de uma mente à outra mente,
rapidamente e contraditoriamente
de forma permanente...

Mesmo portando conteúdos atávicos,
dogmáticos, aparentes...

A palavra 
não sai impune 
das mentes 
que à absorvem...

Ao permear o ente, este à possui,
e ao desferi-la, à transforma,
contorce e deforma,
adaptando-a 
à cada ouvido,
com novos sons,
conteúdo e sentido,
matando-a
e ao mesmo tempo
mantendo-a viva
em sua mente.

A palavra
tem poder 
de borboleta,
em cada letra...

ralleirias

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