Um confronto se pré-estabelece
em cada teia que o desejo tece.
A paz, não existirá mais...
já à partir do desejo.
Uma guerra foi travada,
aquela vontade velha... derrotada.
E nem sempre será fácil e belo,
reconquistar o próprio castelo...
Pois, eis que nesta contraditória labuta,
veja que a paz... é a própria luta.
Nossa razão volátil, parte de qual consciência?
Estaria em nossa natureza a origem da violência?
E a violência, quem sabe, compõe nossa própria linguagem?
Seria nossa civilização, apenas como uma jaula ou uma miragem?
Talvez, sejamos ainda, aqueles seres do paleolítico...
E a bestialidade do desejo, seja como uma fome voraz,
que não respeita, nem mesmo o próprio senso crítico...
ralleirias - Crônicas das lutas de classe

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