Onde encontra-se
a fronteira
entre o nunca
e o sempre?
Volátil o agora
é como o conhecimento,
Existe num inconstante...
Não perde-se
nem em ser
o mesmo...
move-se
momento após momento,
à esmo.
Daí, a certeza é coisa matreira
ressabiada, não se manifesta...
Incerta está.
Quem diria!
Mas, não diz...
Suspeitaria?
... assim se contradiz...
Eis a certeza, por um triz...
Numa balança
aonde também há
a esperança
do ser
ou não ser
infeliz...
Sabedora, que,
sob o seu manto de invisibilidade,
talvez ali, agora
a esperança habite...
E esta,
transige-se
em sua natureza
Oculta-se
da certeza...
E mesmo
que um coro uníssono
de bilhões de vozes
por ela grite...
Ela resiste...
A certeza é a esperança revelada?
Quem, sempre sentiu, nunca pensou?
Quem nunca temeu, sempre amou?
A enxergam como alegria...
Clamam por causa dela,
que então é como dor.
Sustenta-se ela nesta energia...
A que transita,
entre o medo e o amor...
A certeza é beber, e a esperança é a sede...
A certeza é o comer, e a esperança é a fome...
A certeza, é o voo de Dédalo,
e a esperança é o voo de ícaro?
A certeza é viver...
e a esperança...
é a morte!?
Pois tão perto da certeza
está a esperança
que à ela, por bem ou mal,
nunca se alcança...
(...)
ralleirias - Das lutas de classe

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