sábado, 15 de março de 2014

Inútil, qualquer pretensão de glória.

É inútil, qualquer pretensão de glória,
ou preservação de específicas memórias.
Tenho certeza absoluta, que todos 
seremos esquecidos em algum tempo.

Talvez um ou outro verbete em algum dicionário, 
foto numa cômoda empoeirada, reste 
dos que marcaram suas trajetórias em ações que
interessaram aos que contam as histórias.

O esquecimento não é problema e não incomoda.
Mas, descobri algo que considero precioso sobre a arte que se faz...

Seria a arte, ao meu entender, a legítima expressão da vida...

A arte, somos nós e nosso mundo, nossas idiossincrasias, em
um amalgamento contínuo, com quem nos lê e entende e vê e aprecia...

E isso é para mim, excepcionalmente lindo.

Creio que esta é uma legítima expressão, não apenas da arte, mas da vida...

Isto é a vida comungada por mentes e viveres que jamais se repetirão.

E o mais fantástico é que, este ente, que passa a ser esta própria compreensão,
segue vivo, às vezes, mesmo latente de uma mente para outra mente,
propagando-se, melhorando, replicando-se, em versões diferentes e melhoradas
e sempre vivas e transformadas ...

Os grandes mestres do passado estão aqui, não apenas do meu lado,
mas em mim, e em ti, nas suas poesias eles ainda existem, nos tocam,
nos moldam, e nós, os reconstituímos em cada compreensão, e assim, os vivemos...
Nas suas obras, nos ajudam a construir ideais de beleza e de vida, e a expressa-los.

Meus poemas, minhas prosas, estas odes, crônicas e ensaios, não são meus
integralmente, sou fruto desta amálgama eterna que é a humanidade,
meus poemas, são da humanidade 'do' e 'no' enquanto...

Mas por isso mesmo, faço questão de assina-los,
responsabilizando-me por fazê-los... mas, é muito mais como quem
estende a mão para cada um que lê e diz :

Muito prazer, está aqui este pequeno escrito, eu o fiz, é também para nós,
e entrego-o aos teu cuidados, toma-o inteiramente para ti...
ralleirias
Cartum do genial Troche

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