domingo, 9 de março de 2014

qualquer coisa entre tantas...

Nem sei...
Como, nunca antes notei...
Que eu, não existo.
E... quem me dera,
Ser, qualquer coisa
Entre tantas...
Me contentaria
Talvez, com qualquer porcaria...
E mesmo, uma aberração,
Um ser menor,
Menor que um verme,
Talvez...um ser maior...
Assim, então, algo como um cão...
Fosse eu, qualquer negócio,
Uma tarde  de sol,
Um vagabundo, em eterno ócio...
Um mutante,
Até o anticristo, ou,
Um pé de capim elefante...
Jamais percebi, que era coisa alguma,
Tampouco que isso implicava,
em ter coisa nenhuma...
E eu, queria ter muitas coisas...
Uma brisa no rosto,
Ou no corpo
Ou no focinho...
Queria água fresca
Correndo por mim... de mansinho...
Queria um pouco só de vida,
Mesmo que só um pouquinho...
E embora, o nada carregue o potencial de tudo
Ainda como um nada, e  desnudo...
Nada tenho,
Nada sou,
Nada sei, e
à nada vou...
ralleirias - Das mortes não morridas - fragmento


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