Nunca acreditaria em nada disto,
se não houvesse acontecido com ele.
Duvidava sempre destes relatos...
Então, recusava estas suas lembranças,
imaginava-as como devaneios da lógica.
Pois, assim aconteceu o primeiro evento, brutal,
catastrófico, e de forma tão surpreendente que ele o negou ...
Refutou, que esteve desconectado daqui, e também,
àquelas coisas extraordinárias que viu e sentiu...
Mais um longo tempo se passou, até o segundo evento...
Este, então lhe pareceu assustador, como um sonho na morte!
Assim, logo após buscou ajuda, mas não revelou o que havia visto,
pois duvidava ainda, do acontecido, e principalmente,
temia ser taxado de maluco, e ainda mais, temia estar louco...
Foi somente no terceiro evento... o qual aconteceu de forma
admiravelmente lúcida, que então admitiu... sabia agora,
que a vida e a morte são como uma coisa única, porém, inversas,
são como o dia e a noite, verso e reverso...
Como nós nunca percebemos? Como, ele nunca antes percebera?
(...)
ralleirias (Das mortes não morridas - fragmento)

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