terça-feira, 28 de outubro de 2014

E existe exequível equilíbrio no impossível?

Entropia ou distopia?
Quem diria...
Não é possível saber..!
Com sim e não, como noção
entropia e distopia, são criação...

Acho que por isto, este reconhecer-se
em alguma instância temporal, é como um acordar...
e nisto, toda realidade conjecturada, acaba por desmanchar.

E quanto ao sonho sonhado,
assim, já não há mais o que fazer...
Por isto, também neste mesmo pontual evento
o acordar, é como se fosse um 'morrer'.

Desta forma, recordar não é viver...
Mas, é como evocar distintos fantasmas de um não passado...
Explico: não se passou, se passa, estávamos enganados...
E todo e qualquer passado ou fantasma é algo inventado.

Pois é que de fato, assim é que o tempo nos reclama à vida...
Como um doador, que depois de doar-nos seus tecidos
mostra-se então arrependido... e eis mais uma falácia resolvida...

Pois, o que é o tempo para alguma coisa reclamar?
O tempo sem percepção, é como coisa nenhuma.
E sem nós, e nossas compreensões do todo,
para quem ele iria passar?

Naquele lugar, onde acontecia algo de 'verdade'
sabia eu que ali, não havia nada de ampla realidade...
Pois somente dali anulam-se, todas as outras possibilidades.

A entropia, se é um devaneio em realização...
A distopia seria uma impossível solução...
E existe exequível equilíbrio no impossível então?

ralleirias- meta teatro


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