sábado, 25 de outubro de 2014

Será bem vinda!

Ainda que a felicidade aconteça, ela normalmente está atrelada
à subjetiva realidade, (por ser causal) e, embora a própria realidade
sustente-se assim, por tempos incertos em instantes breves ou
mesmo longos, estas duas, inevitavelmente entrelaçadas
em algum momento colapsarão...

Contudo, entre todas as opções disponibilizadas pela lógica e
ainda que permeadas pela sentimentalidade, podemos sim,
firmar nossas vontades na felicidade, mas, como uma causa
e não como uma consequência ...  Mas, como isto seria possível..?

Felicidade à partir da própria paz, e paz à partir do próprio silêncio...
Desta forma, a felicidade estará não condicionada como subproduto
de emoção, mas será causadora, como ação condicionante, e sua
durabilidade poderá estender-se além das expectativas do porvir ...

Como o silêncio pode significar paz, como abstrair-se da realidade
de felicidade apenas carreada por passageiras causas?

Nós como entes, somos quase instantes, nossas identidades são mutantes
Nossos mundos embora duráveis , são inevitavelmente impermanentes...
Nosso contato com o infinito, este que ainda está transcendendo o tempo
se dá por uma instância quase insuspeita, o próprio silêncio objetivo
e o silêncio subjetivo, que é o silêncio obtido pela quietude da mente...

Mas, toda felicidade advinda de sentimentos ainda será bem vinda!
No entanto, uma mente pacificada na própria quietude,
transcende mesmo o silêncio, é como uma emanadora
da própria paz, bem estar e de felicidade infinita...
ralleirias
- das asceses místicas


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