Quando a paixão for como o fogo,
irada, viva, insaciável ...
Quando o amor for como a água,
invencível em sua plasticidade...
Gerarão, ideias e sentimentos
transformadores, serão incontinentes
e indomáveis como os ventos...
Revoluções farão, pela devolução
de uma desejada paz,
firme como rocha, estável
como grandes dimensões de terra...
Então, quem sabe, chegaremos
ao intangível quinto elemento.
O que talvez, seja algo atingível,
somente na condição de mente lúcida.
Poderemos assim,
reconhecer em meio a essa paz,
que, nossa própria essência,
livre está de qualquer identidade.
Deteremos dai, também o poder
de nos alienar ou não,
de qualquer realidade.
Ligados nem sequer estaremos,
às nossas consciências...
O nosso elo inquebrável de contato
com o absoluto, o eterno
e o efêmero é assim, o mesmo...
Sempre fomos e seremos este poder
ilimitado e transcendente de nossa
quintessência, que é o nosso próprio silêncio.
ralleirias

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