(...) e voltei por aquele hiato mágico de clareza,
ao tempo em que pensava haver alguma felicidade...
Me enxerguei cercado por uma nebulosidade...
Era ela, a loucura, de um lado, e do outro, o que eu
recordava como lucidez, mas, era sim um devaneio...
E a certeza, era uma espécie de truncada estupidez...
Sobrepondo-se àquela minha identidade, havia uma
rebuscada vaidade, era motivada sobre alguém que,
eu definitivamente não era e nunca fui...
Então, desconcertado e assustado, sobre o que eu poderia
ver, ao olhar agora, deste lugar, para o presente, daí,
meus temores se confirmaram, e me vi também envolto
pela mesma névoa, ainda ou novamente aprisionando
minha atenção e a minha mente.
Tudo o que eu pensava ser, era o que eu não era...
Me fiz forte, aproveitando aquela momentânea clareza e
arrisquei olhar para às prováveis posteridades, e nada havia,
nada, além de vários 'nós', numa rede de iniquidades lógicas
da qual eu fazia parte, em varias instâncias...
Uma rede de fios podres,
que pescavam ilusões e temeridades.
ralleirias (Das escórias dos desejos) -fragmento

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