quarta-feira, 16 de março de 2016

e ai poder sim

Poxa vida! Onde está minha cabeça!
Quantas bobagens ando falando!
Parece que estou ficando louco!
Será este desejo de entrega e idealismo,
esta alma em guerra, como uma espécie de paixão?
Será, como o equivalente a um amor erótico, romantizado,
destes frenesis encantados?
Não! Acho, que na verdade tem muito mais força...
O romance e amor romântico, num embate com a dor, 
parecem tão pouco, diante destas misérias forçadas, 
da indignidade impingida como mecanismo de conformação 
e implementação de forças e cárceres das dores e realidades alheias, 
que é quase como egoísmo o amar de amor romântico...
Eu quero a delícia da entrega à vida maior e a plenitude 
de viver realmente livre ... e ai poder sim, amar... mas, 
então para isto, se necessário, que as lutas, sejam ao menos justas, 
olho no olho, com as mesmas armas. Pode ser? Ah, não!
Então saiba, que já estamos acostumados a lutar contra as diferenças ... 
E assim, estamos aqui... e ainda veremos quem de nós vencerá...
Ah, também não topas? Não importa mais agora... 
Existir num mundo indigno, não vale a pena mesmo! 
Lutemos pois... até o fim, queira você ou não, pois certamente,
ainda nos enfrentaremos pessoalmente, prometo o inevitável ....
ralleirias (Das Lutas de classe)


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