quinta-feira, 17 de março de 2016

defendo até o fim.

Defendo, estas pessoas com as quais já trabalhei.
Estive ao lado delas diretamente e tínhamos um projeto,
que vingou. Nosso projeto principal foi vencer 
a fome e a ignorância e a absoluta miséria, também 
obter mais dignidade social e estabelecer direitos básicos...
As pessoas que eu defendo, estavam em cárceres,
porque queriam ser livres, veja que loucura!
As pessoas que eu defendo, foram torturadas por defender
outras pessoas que defendiam liberdades, e a soberania
na vida delas... Algumas já foram mortas, outras ficaram
marcadas para sempre, pelas lutas que lutaram por todos nós.
Não foram conquistas muito complexas... coisas como direito
ao trabalho, alimento, educação, saúde, cultura, cidadania e
então diversão, prazer, felicidade, na verdade, vejam, é uma
luta por direitos bastante simples.
E sim, as pessoas que eu defendo curtem dançar, beber,
fumar e se divertir, quando não estão matando leões ou
combatendo lobos, ou loucos fascistas...
Sabe, sabemos que não somos todos iguais, e sabemos
o que queremos e queremos os mesmos direitos, acho
que esta é talvez a nossa maior vantagem, esta nossa
diversidade nos faz únicos e potencialmente inigualáveis
em nossas proposições de vida e de mundo.
Estas pessoas, junto comigo, lutam uma luta simples
por conquistas simples, mas, que foi transformada
em uma guerra complexa, suja, por outros interesses,
fomes de um perfil elitista, segregador e sabidamente
nocivo, e que certamente não, não são as nossas...
Eu defendendo estas pessoas, não tenho certezas
absolutas, principalmente  sobre a integridade de
outros e assim, também delas, mas, tenho clareza
sobre as minhas intensões e os meus sonhos de
igualdade e soberania, e sobre a minha capacidade
de lutar e mudar o que for preciso, e as defendo 
até o fim...

ralleirias - crônicas das lutas de classe

Crédito na imagem

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