sábado, 19 de março de 2016

nunca se sabe o suficiente...

Minhas duas avós, costumavam sentar lado a lado 
na garagem à sombra de uma goiabeira, cada uma 
com a sua pose típica, carregada de seus cacoetes 
sociais de origem ancestral, uma sentava como 
deusa nórdica e a outra era a própria pacha-mama... 
nas suas cadeiras ficavam escutando, cada qual o 
seu radiosinho, ouviam o mesmo programa, destes 
populares, de utilidades e recados...mas, escutavam 
coisas diferentes... Após as primeiras notícias, já não
mais escutavam o programa, discutiam longamente, 
parecia que a conversa crescia quando elas 
empoderavam seus pontos de vista especialmente, 
uma nas falhas de raciocínio da outra, na maioria das 
vezes, quem aprendia mesmo alguma coisa, era quem 
observava de fora, no caso, quase sempre eu... 
E uma coisa que aprendi, é que não há clareza do todo 
realmente, a realidade tem dinâmicas incalculáveis e 
nunca se sabe o suficiente... 

ralleirias

Nenhum comentário:

Postar um comentário