na garagem à sombra de uma goiabeira, cada uma
com a sua pose típica, carregada de seus cacoetes
sociais de origem ancestral, uma sentava como
deusa nórdica e a outra era a própria pacha-mama...
nas suas cadeiras ficavam escutando, cada qual o
seu radiosinho, ouviam o mesmo programa, destes
populares, de utilidades e recados...mas, escutavam
coisas diferentes... Após as primeiras notícias, já não
mais escutavam o programa, discutiam longamente,
parecia que a conversa crescia quando elas
empoderavam seus pontos de vista especialmente,
uma nas falhas de raciocínio da outra, na maioria das
vezes, quem aprendia mesmo alguma coisa, era quem
observava de fora, no caso, quase sempre eu...
E uma coisa que aprendi, é que não há clareza do todo
realmente, a realidade tem dinâmicas incalculáveis e
nunca se sabe o suficiente...
ralleirias

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