Meu caro Franky, o tempo se esvai em meio a tantas distrações
e verdadeiramente ele não passa, nos engana.
Nós passamos pelo espaço tempo, construímos cada momento
com ilusões bacanas (ou sacanas).
Presos na linguagem-forma, fantasiados com nossas identidades,
nós nos acreditamos personagens principais, nada menos (e nada mais),
neste meta-teatro, como criadores e criaturas...
Percebeste? Em respeito a ti, não usei a palavra monstro!
Mas, muitas vezes é o que somos (tu não, nós sim).
Com as melhores partes do que encontramos pelo mundo,
remendamos nossas existências durante o próprio espetáculo.
Mas o improviso, sabe tu, sei eu, tem seu preço:
Nunca se sabe quanto tempo temos até o desfecho...
Porquê meu caro Franky, o tempo se esvai em meio à tantas
distrações, e verdadeiramente ele não passa, nos engana...
ralleirias

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