quinta-feira, 12 de junho de 2014

Igualmente tudo e nada...

Disse-me, que aguardava
como semente
e aspirava
um destino ascendente:
- Nada sei do solo, nem da água
nem dos tempos ou sol, nada.
- Não sei do corte, das quebras no vento
do fogo, do raio ou qualquer porvir de acontecimento.
- Mas, do devir, do frutificar,
ocupar e transformar,
o meu ser e mesmo,
transcender o meu lugar...

A latência,
guarda a potência
independentemente
das certezas,
ainda que o fruto
seja o produto
de uma realidade já encarcerada,
todo destino, ali promete
igualmente tudo
e também, nada...

ralleirias(fragmento)


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