sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Na minha aurora, descubro agora, a morte como grande libertadora.

E em seu poema de morte, a despedida do herói circunstancialmente derrotado 
ainda enlaça a elã numa apoteose iluminada num cântico de auto piedade 
e gloria redentora e escatológica...

Na minha aurora, descubro agora, a morte como grande libertadora.
De angústias e devaneios, de dores e de destinos opressores.
Em minha morte descubro agora, a aurora como grande redentora.
De todos os complicados desejos e destinos, da minha falta de tino,
Da minha lógica torta e comprometida com todos os devaneios da vida.
Que grande sorte que existe a morte, um vasto espaço em imensidão...
Querida morte venha então... que o medo é inútil, e um apego da mente fútil...
Minha nova prometida, venha morte querida, dar-me a tão sonhada redenção.
Cura da solidão, cura da insensatez, dissolve minha imensa estupidez...
Vem, e varre tanta torpe iniquidade... tanta vaidade e desnecessária complexidade...
Minha mente cansada, que lembra de tanta coisa passada e de vidas que nem vivi...
Livra-me então, mais uma vez daqui, que este tempo já semeei,
Deste agora já me cansei, do tempo morto aguardo o fim...
Livra morte o mundo de mim,
Livra morte, imploro... esta vida que ainda há em mim...

Livra morte o mundo de mim,
Deste agora já me cansei, do tempo morto aguardo o fim...
Livra-me então, mais uma vez daqui, que este tempo já semeei,
Minha mente cansada, que lembra de tanta coisa passada e de vidas que nem vivi...
Vem, e varre tanta torpe iniquidade... tanta vaidade e desnecessária complexidade...
Cura da solidão, cura da insensatez, dissolve minha imensa estupidez...
Minha nova prometida, venha morte querida, dar-me a tão sonhada redenção.
Querida morte venha então... que o medo é inútil, e um apego da mente fútil...
Que grande sorte que existe a morte, um vasto espaço em imensidão...
Da minha lógica torta e comprometida com todos os devaneios da vida.
De todos os complicados desejos e destinos, da minha falta de tino,
Em minha morte descubro agora, a aurora como grande redentora.
De angústias e devaneios, de dores e de destinos opressores.
Na minha aurora, descubro agora, a morte como grande libertadora.
Ralleirias

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