Enganos da felicidade do devir e do porvir...
Pão e água aceitos em troca do banquete.
Ideais rasos, num mundo de glórias pífias distribuídas à varejo.
Papeis secundários diante da real existência.
Bois de moinho na moenda das próprias vidas...
Muitas de nossas pressupostas conquistas,
detêm também o dom de sugar nossas almas.
Nossas provisórias propriedades e a maioria
de nossos requisitados méritos, são cárceres.
Sentenças voluntárias que cumprimos,
pagando por um valor imaginário numa
dívida herdada de nossos antecessores...
Bois de moinho, rodando na mesma trilha...
Moenda de nossos sonhos, farinha de nossas vidas...
Pisamos nas migalhas dos grãos que semeariam a
lavoura de nossas reais existências.
E todos vencidos por estes devaneios, existimos em
vidas que nunca são nossas...
Deixaremos também um amargo legado, um mesmo brete,
para um mesmo gado...
Caminhos que nunca trouxeram a tão esperada satisfação....
a tal verdadeira realização.
E poucos irão atinar, e então lançar o olhar, acima e além
do que prende a manada...
Eis que a maioria, resignada e com o olhar fixo nesta trilha,
morrerá em vão...
Bois de moinho na moenda das próprias vidas...
Papeis secundários diante da real existência.
Ideais rasos, num mundo de glórias pífias distribuídas à varejo.
Pão e água aceitos em troca do banquete.
Enganos da felicidade do devir e do porvir...
ralleirias (das lutas de classe)

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