quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

entrego...

A palavra que te entrego
É víscera exposta
Pergunta sem resposta
Flagrante descontentamento.

A palavra que jogo
Requer resposta logo
Deseja contradição, e ainda...
Quer equalizar a nossa razão...

Não tenho pressa,
Mas quero agora...
Somente a construção
De um novo 'real'
Me interessa...

A palavra que te empulho
Está contaminada, é entulho...
De certezas falhas, e de opiniões pífias e mesquinhas...
Eram para ser, legitimamente minhas?...

Malditas palavras que me encarceram
Me afastam pelo que foram, e não são mais o que eram...
Também em ti chegam, tortas e carregadas...
Eu quero palavras novas, descompromissadas...

Quero palavras, para uma nova era
Não estas malditas palavras mortas
Fantasmas, filhas das quimeras...
ralleirias - crônicas das lutas de classe



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