Muito curto é o tempo,
muito curvo.
Num espaço indefinido
é como um espasmo construído.
Como contorções aleatórias,
em meio a referências não objetivas...
caiu, subiu, esticou, encurtou,
veio ou foi, pras beiradas ou no meio?
Nele, meus fantasmas de seres
que nunca haveriam existido
seguem construindo devaneios...
E em toda parte,
mesmo o mais grotesco,
se torna também como arte...
Moldam-lhes as energias
dos desejos exprimidos, e
por necessidades suprimidos ...
A compreensão é como uma
cidade eterna, que é e será ruína,
assim como a vida e a morte, e
com a mesma sina ...
e que com ela combina...
Morte e vida, daquilo que
por sorte, nem sequer existiu,
senão apenas como referência,
assim como um norte
que ninguém nunca seguiu...
Algo já chegou ao norte?
requer paciência ou sorte?...
Torce o espaço, torce o tempo,
e quanto mais torce
mais é o mesmo momento...
Realidade de fato não há,
objetivamente, apenas
um pressentimento do que 'é'
em meio a devaneios sobre
lembranças e esquecimentos...
Segue este rodeio perpétuo
de nada, e por isso mesmo,
nunca haverá parada....
Sairemos na tangente,
de uma das curvas
fechadas da lemniscata?
Cata o espaço e cata o tempo,
como quem cata o vento
que ainda não existe, agitando
freneticamente um cata-vento
dando 'a' vida ao movimento...
E é assim é que a existência
persiste... criamos cada momento.
ralleirias -Metateatro

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