domingo, 27 de março de 2016

Honre o seu tempo e escolhas.

Sinto muito, não é Ostara, é Mabon...

Mas, o ciclo, só assim pode suceder-se.

Tempo de cores com os mesmos tons, e
matizes em fim de espectro a desvanecerem-se...

E não à toa, a terra desfaz-se no que é necessário.

Vida é trabalho em que a vida é salário...

Honre o seu tempo e escolhas.

ralleirias  (Do Samsara )









 

para quem?

Meu mau
também
não é meu
e nem é
de ninguém...

Ah... Isto é bom...
bem... é bom?
Bom...
pelo menos
é bem!

E é um bem
ou o bem..?

Mas,
o que seja,
eu ainda
não sei
de quem...

Mau tem
bastante
e mal,
sempre
tem,

Ainda há bem?
Ainda bem...

Mas, bom
não tem
sempre...
Insurge a
razão
novamente...

Mal e bem
bom e mau,
para quem?
E, além?

ralleirias
imagem : Kim Basinger em 'Cool World'

cético

Havia um demônio
cético
que não acreditava
em maldade.

Daí, tudo
o que ele presumia
parecia bom.
Pensava ele que
nunca fugira
do tom...

Sempre acertava-se
no atual compasso.
Laçando pescoços,
coletava assim 'cabeças'
também por certeiro laço...

Exprimia-se por ilusões
e então, daí, espremia
cérebros e corações,
bebia seus sucos..
solidões,
emoções,
demolições...

ralleirias (Do rabo do diabo)


quinta-feira, 24 de março de 2016

igual?

O cada e o qual,

um era o bem,

outro era o mal.

Mas, quem é quem?

Pois veja, este também, o

tal de quem é quem..

é um igual?

(...)

ralleirias

Crédito na imagem.


quarta-feira, 23 de março de 2016

dança, dança, dança...

Às vezes, Nataraja, nos meus sonhos,
me convoca, numa alucinada festança,
me ensina sobre este pulsar, que é a vida
e que ela, sempre pulará feito criança...
Que cairá, ferida, e às vezes,
já sem esperança...
Mas, eis que ela sempre se levanta
e dança, dança, dança, dança...
(...)
ralleirias

Google imagens

adequadamente

Resistência é atitude.
Daí, a 'Atitude', pode ser o exercer
controle sobre as próprias potências.

Não ação, pode ser sim como uma violência,
invisível aos desatentos e encrustada como
estas ausências programadas, no minguar dos direitos alheios,
aonde, num paradoxo oculto, principalmente ao proposital
desinteressado, esta fragilização destas outras identidades,
e seus mundos, suas histórias, dores e idiossincráticas humanidades
até a sua completa negação, expõe e fragiliza todos, e mesmo aqueles
que se imaginam intocáveis e privilegiados...

Mas, também é neste poder de pautar ausências 
que encerra-se uma fórmula de dissolução do mal feito,
do esvaziamento de contextos deformantes, do errado
do feio e até do mau...

E é assim que migra esta força,
que nem sempre é lenta, ou suave,
e que escorre num poder real, consciente
mas em compasso de vigília,
demonstrado via paciência...

Paciência, como foco encarcerado num querer
vultuoso e abarcante que é assim controle,
mas,  ainda isto tudo, será inteligência do desejo...

Força assim, é a inteligência, distribuída adequadamente,
daí é uma força legítima, do contrário é como violência
desesperada, como a de uma presa acoada, ainda que se 
pense e imagine como um hábil caçador...

Resistência inteligente e não violenta, temos este poder.

Experimentássemos secar as fontes, que são abastecidas
com as nossas respostas de desejos, sobre o que 'eles'
dizem que queremos... estas entidades que se sobrepõem
sobre nossos direitos e nossas vidas esvaziariam-se rapidamente...

Aglutinemo-nos com os bons e pacíficos como nós,
interessados em construções para a vida, e ali,
ainda que existam discordâncias, estas são como
chaves, funcionam também contra o totalitarismo
e as unanimidades engessadas,

e eis que sempre se constrói
se houver ordenação dispensada na humanização
e nas conquistas pelas vias pacíficas dos saberes
colaborativos de todos...

Já sabemos, que não queremos mais
estas sombras mesquinhas, más, e fúteis,
sedentas de desejo e poder sobre nós.

Resistência é atitude.
Daí, a 'Atitude', pode ser o exercer
controle sobre as próprias potências.

ralleirias (Das lutas de classe)

crédito na imagem

uma toca

... e, segundo ela contou, tem estes seres,
também nos quais os demônios já acharam uma toca!
Daí, se escondem ali dentro,  e assim,
na vida dos outros, o 'bicho' se atreve e se desloca...

Então, nestas pessoas, eles misturam-se
e se tornam quase como um só ser,
no geral de seus procedimentos...

Mas, sempre fica claro quem carrega quem e,
porque está daquelas vontades sedento...

Por isto, fazem 'de' si, este aprisionamento.

E ainda que expressem-se por eles,
os demônios, dia a dia
nada nunca acalma seu próprio
e natural comportamento...

O humano acaba por devorar
os tais demônios e sai faminto
mundo afora, em total enfurecimento...

ralleirias (Do rabo do diabo ) fragmento

Foto: acervo de demônios particulares