Esse é um ensaio sobre a condição civilizatória e as dores e traumas residuais dos sistemas, que são percebíveis, dentro dos discursos que as pessoas utilizam nas suas construções dialéticas diárias.
E nessas alienações, há o trauma coletivo, aonde a dor surge justamente da impossibilidade do sujeito se reconhecer nas novas forças constantemente impostas aos sistemas pelo 'sistema' que predominar...
A identidade e o sentido individual de pertencimento são moldados pelo papel histórico e dialético que cada pessoa ocupa-se em utilizar; a cultura sedimenta a "realidade local" ao harmonizar as diversas verdades individuais; contudo, quando há a interferência de uma cultura externa(seus sistemas e sub sistemas), isso cria uma cisão dialética em que a nova força predominante, determinativa também em novos léxicos, desta nova linguagem, começa então transformando a percepção sobre as necessidades de preservação das antigas conformações e assim, redireciona o progresso ou a degradação desse sistema.
O processo de compreensão do próprio lugar passa por performar a função dialética que esse lugar ocupa historicamente. E isso é irredutível, as pessoas têm que existir dentro dos seus contextos.
E assim a civilização vai se formando nesse processo de reconstrução e construção permanente desses papéis, à medida que as pessoas, e as correntes de interesse e de potência vão se ampliando emaranhando, e se transformando com o andar da própria civilização. Os contextos vão se alterando, mas as linguagens vão permanecendo nas representatividades da força impositora destes lugares e vão costurando assim o sentido de tudo aquilo que já está posto.
Nessas construções, a verdade e a realidade se confundem. A realidade, tem um contexto mais amplo, que abarca as existências de todas as verdades daqueles que nascem em seus lugares históricos e citadinos e compõem funções ali que são determinadas pelo assujeitamento das necessidades desses lugares e das classes das quais eles emergiram. Dentro desse contexto, a cultura tem um papel fundamental, porque ela sedimentará as bases do que funciona para essa civilização de fato. E uma vez que essa cultura é local, ela imprime uma realidade mais pujante, autêntica e abarca todas as verdades possíveis daquele contexto, porque elas se conversam dentro da forma dialética da construção da própria cultura deste lugar. Quando uma cultura externa impõe costumes novos que não se sustentam dentro do abrigo da naturalidade do local, ocorre uma cisão dos aspectos culturais econômicos e sociais e então, havendo mais de uma cultura imprimindo força neste sistema ele exigirá maiores performances de tudo e isso carreia as energias desse sistema e, dependendo dessa cultura, do cultivar que é o estar nesse sistema, ele vai predominar criando e drenando recursos e estabelecendo uma força impar, mais forte, desparelha. Então, esta força vai carrear as outras forças das dinâmicas do sistema e ele vai se transformando. Se a força mais forte, for positiva ao sistema e ali representar todas as forças desse sistema de alguma maneira, ele se preservará em progredir, do contrário, não. Assim, na compreensão dialética da existência e do lugar, há a premissa de que apropriar-se de sua identidade exigirá performar os papeis historicamente aglutinadores do próprio lugar, portanto, em diálogo direto com a dialética materialista e o estruturalismo.
E nessas alienações, há o trauma coletivo, aonde a dor surge justamente da impossibilidade do sujeito se reconhecer nas novas forças constantemente impostas aos sistemas pelo 'sistema' que predominar...
A identidade e o sentido individual de pertencimento são moldados pelo papel histórico e dialético que cada pessoa ocupa-se em utilizar; a cultura sedimenta a "realidade local" ao harmonizar as diversas verdades individuais; contudo, quando há a interferência de uma cultura externa(seus sistemas e sub sistemas), isso cria uma cisão dialética em que a nova força predominante, determinativa também em novos léxicos, desta nova linguagem, começa então transformando a percepção sobre as necessidades de preservação das antigas conformações e assim, redireciona o progresso ou a degradação desse sistema.
O processo de compreensão do próprio lugar passa por performar a função dialética que esse lugar ocupa historicamente. E isso é irredutível, as pessoas têm que existir dentro dos seus contextos.
E assim a civilização vai se formando nesse processo de reconstrução e construção permanente desses papéis, à medida que as pessoas, e as correntes de interesse e de potência vão se ampliando emaranhando, e se transformando com o andar da própria civilização. Os contextos vão se alterando, mas as linguagens vão permanecendo nas representatividades da força impositora destes lugares e vão costurando assim o sentido de tudo aquilo que já está posto.
Nessas construções, a verdade e a realidade se confundem. A realidade, tem um contexto mais amplo, que abarca as existências de todas as verdades daqueles que nascem em seus lugares históricos e citadinos e compõem funções ali que são determinadas pelo assujeitamento das necessidades desses lugares e das classes das quais eles emergiram. Dentro desse contexto, a cultura tem um papel fundamental, porque ela sedimentará as bases do que funciona para essa civilização de fato. E uma vez que essa cultura é local, ela imprime uma realidade mais pujante, autêntica e abarca todas as verdades possíveis daquele contexto, porque elas se conversam dentro da forma dialética da construção da própria cultura deste lugar. Quando uma cultura externa impõe costumes novos que não se sustentam dentro do abrigo da naturalidade do local, ocorre uma cisão dos aspectos culturais econômicos e sociais e então, havendo mais de uma cultura imprimindo força neste sistema ele exigirá maiores performances de tudo e isso carreia as energias desse sistema e, dependendo dessa cultura, do cultivar que é o estar nesse sistema, ele vai predominar criando e drenando recursos e estabelecendo uma força impar, mais forte, desparelha. Então, esta força vai carrear as outras forças das dinâmicas do sistema e ele vai se transformando. Se a força mais forte, for positiva ao sistema e ali representar todas as forças desse sistema de alguma maneira, ele se preservará em progredir, do contrário, não. Assim, na compreensão dialética da existência e do lugar, há a premissa de que apropriar-se de sua identidade exigirá performar os papeis historicamente aglutinadores do próprio lugar, portanto, em diálogo direto com a dialética materialista e o estruturalismo.
Há uma distinção lógica, onde a realidade é o todo macro, ela abarca as verdades plurais e situadas, de todos os distintos sujeitos, isso marca um ponto conceitual importante, expressa como a memória e a cultura se fazem de imaginários em narrativas de vontades submissas aos papeis de executores de linguagens aculturadas e hierarquizados, que criam fundamentos postos, formatos e atos e significam fatos e os gravam, e eventualmente nesta mecânica preservam-se mesmo em momentos de transição. Mundos novos que romperão com estes emaranhados de manutenção das dores agendadas como o próprio combustível para aculturação, perpetuando sistemas, serão vencidos após um novo horizonte de lucidez na percepção de si com coesão, gerando ações determinativas que ainda aprenderemos a desenvolver.
- crônicas sistêmicas
Este es un ensayo sobre la condición civilizatoria y los dolores y traumas residuales de los sistemas, perceptibles en los discursos que las personas emplean en sus construcciones dialécticas cotidianas.
En estas alienaciones reside un trauma colectivo, donde el dolor surge precisamente de la imposibilidad del sujeto de reconocerse en las nuevas fuerzas que el «sistema» —aquel que predomina— impone constantemente a los sistemas existentes.
La identidad y el sentido individual de pertenencia son moldeados por el papel histórico y dialéctico que cada persona asume; la cultura sedimenta la «realidad local» al armonizar las diversas verdades individuales. Sin embargo, cuando interviene una cultura externa (con sus sistemas y subsistemas), se produce una escisión dialéctica: la nueva fuerza predominante —que también determina los nuevos léxicos de este nuevo lenguaje— comienza a transformar la percepción sobre la necesidad de preservar las antiguas configuraciones, redirigiendo así el progreso o la degradación de dicho sistema.
El proceso de comprensión del propio lugar implica desempeñar la función dialéctica que ese lugar ocupa históricamente. Es algo irreductible: las personas deben existir dentro de sus propios contextos.
Así, la civilización se va conformando mediante un proceso de reconstrucción y construcción permanente de estos roles, a medida que las personas —junto con sus corrientes de interés y de potencia— se expanden, se entrelazan y se transforman al compás de la propia civilización. Los contextos cambian, pero los lenguajes persisten en las representaciones de la fuerza que impone su dominio en esos lugares, tejiendo así el sentido de todo lo que ya está establecido.
En estas construcciones, la verdad y la realidad se confunden. La realidad posee un contexto más amplio que abarca la existencia de todas las verdades de aquellos que nacen en sus respectivos lugares históricos y urbanos; allí, estas personas desempeñan funciones determinadas por las necesidades de dichos lugares y de las clases sociales de las que han surgido. En este contexto, la cultura desempeña un papel fundamental, ya que sienta las bases de lo que, de hecho, funciona para esa civilización. Al ser una cultura local, imprime una realidad más vigorosa y auténtica, abarcando todas las verdades posibles de dicho contexto; estas verdades dialogan entre sí dentro de la forma dialéctica en que se construye la cultura propia de ese lugar. Cuando una cultura externa impone nuevas costumbres que no encuentran sustento en la naturalidad del entorno local, se produce una escisión en los aspectos culturales, económicos y sociales. Al coexistir varias culturas que ejercen presión sobre el sistema, este exige un mayor rendimiento en todos los ámbitos, lo cual absorbe sus energías. Dependiendo de la naturaleza de dicha cultura —entendida como el modo de habitar el sistema—, esta puede llegar a predominar, generando y drenando recursos, y estableciendo una fuerza singular, más potente y desequilibrada. Esta fuerza termina arrastrando a las demás dinámicas del sistema, provocando su transformación. Si la fuerza predominante resulta positiva para el sistema y, de algún modo, representa a todas las fuerzas que lo integran, el sistema podrá seguir progresando; de lo contrario, no será así. Por tanto, desde una comprensión dialéctica de la existencia y del lugar, se plantea que apropiarse de la propia identidad exige desempeñar los roles que, históricamente, han servido como elementos aglutinadores en ese lugar; una perspectiva que dialoga directamente con la dialéctica materialista y el estructuralismo.
Existe una distinción lógica: la realidad se concibe como un todo macroscópico que abarca las verdades plurales y situadas de los distintos sujetos. Este es un punto conceptual clave: la memoria y la cultura se configuran a partir de imaginarios y narrativas —voluntades a menudo supeditadas a roles de ejecución de lenguajes aculturados y jerarquizados—. Estos elementos establecen fundamentos, formatos y actos, dotando de significado a los hechos y fijándolos; una mecánica que permite su preservación, incluso en momentos de transición. Nuevos mundos, que romperán con estos enredos —donde se perpetúan sistemas mediante el mantenimiento de dolores programados que sirven, a su vez, como combustible para la aculturación—, surgirán tras alcanzar un nuevo horizonte de lucidez en la percepción de uno mismo con cohesión; esto dará lugar a acciones determinantes que aún aprenderemos a desarrollar.
- crónicas sistémicas

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