"Classificações Diagnósticas Excessivas na Contemporaneidade – Infância e Adolescência"
Palestrantes: Renata Vítima e Gesiane Amaral Gonçalves
BLOCO 1 – APRESENTAÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO DOS TEMAS
Prioridade: Alta | Fundamentação conceitual
BLOCO 2 – FUNDAMENTOS PSICANALÍTICOS DO DIAGNÓSTICO
Prioridade: Alta | Marco teórico essencial
Ponto-chave: "O diagnóstico em psicanálise não classifica; ele orienta o manejo da transferência e das intervenções."
BLOCO 3 – DSM, CLASSIFICAÇÃO E INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
Prioridade: Alta | Crítica institucional e social
BLOCO 4 – O SINTOMA NA CRIANÇA: PERSPECTIVAS CLÍNICAS
Prioridade: Máxima | Núcleo da prática psicanalítica
4.1. Duas perguntas fundamentais:
"O sintoma é da criança ou na criança?"
4.2. Posicionamentos estruturais (Lacan):
4.3. Diferença sintoma médico × sintoma analítico:
BLOCO 5 – CORPO, LINGUAGEM E SUBJETIVAÇÃO
Prioridade: Alta | Interface corpo-psiquismo
...para memorizar:
"Até cortar os próprios defeitos pode ser muito perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." (Clarice Lispector)
BLOCO 6 – QUESTÕES PRÁTICAS E CONTEMPORANEIDADE
Prioridade: Média-Alta | Aplicação no cotidiano clínico
BLOCO 7 – PERGUNTAS FREQUENTES DA TURMA (Q&A)
Prioridade: Média | Dúvidas recorrentes na prática
- "Como manejar quando a criança é o 'filhoma' da família?"
→ Escuta do contexto familiar, funções parentais (S1/S2, Nome-do-Pai), não papéis fixos. - "Houve aumento real de transtornos ou apenas de diagnósticos?"
→ Tendência: aumento de diagnósticos por remanejamento de categorias no DSM, não necessariamente de transtornos. - "Estamos transformando comportamento infantil em doença por exigências de produtividade?"
→ Em muitos casos, sim. A cobrança por desempenho precoce pode patologizar ritmos infantis legítimos. - "Qual o olhar psicanalítico sobre avaliações neuropsicológicas?"
→ Reconhecer utilidade em casos neurológicos específicos, mas警惕 ao uso como verdade absoluta; manter espaço para a singularidade.
BLOCO 8 – SÍNTESE FINAL E ORIENTAÇÕES PARA ESTUDO
Prioridade: Revisão | Consolidando o aprendizado
Conceitos para dominar:
- Diferença entre diagnóstico nozológico (psiquiatria) e estrutural (psicanálise)
- Sintoma como retorno do recalcado × sintoma como disfunção
- Função do Nome-do-Pai e separação do desejo materno
- Escuta da fala como método clínico fundamental
- Crítica à medicalização indiscriminada
Leituras sugeridas (citadas na aula):
- FREUD, S. Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise (1913)
- LACAN, J. Conferência de Genebra sobre o sintoma (1975)
- GONÇALVES, G. A. Psicanálise e Psicopatologia: olhares contemporâneos (2019)
- GONÇALVES, G. A. Corpo e Clínica Psicanalítica: teoria e prática (2022)
- Artigo: "Psicopatologia na contemporaneidade: análise comparativa entre DSM-4 e DSM-5"
...para reflexão:
"O diagnóstico vira a linguagem principal quando o sintoma é pensado como disfuncional, fora de uma norma, portanto anormal, a ser extirpado."
"Não existe o diagnóstico em psicanálise: um sintoma nunca é igual. Só João pode dizer de João, Pedro de Pedro."
"Deixemos o sintoma no que ele é: um acontecimento de corpo." (Lacan)
LINKS E RECURSOS CITADOS
(Verificar disponibilidade com a coordenação do curso)
- Site da Pós-Graduação em Psicanálise com Crianças e Adolescentes – ESP
- Livro: Corpo e Clínica Psicanalítica (2022)
- Livro: Psicanálise e Psicopatologia (2019)
- Tese de Doutorado: G. A. Gonçalves, UFMG, 2019 (publicada como livro)
Dica de estudo para aproveitamento dos conteúdos: Comece pelos Blocos 2 e 4 (fundamentos e sintoma), depois avance para a crítica institucional (Bloco 3) e finalize com as aplicações práticas (Blocos 5 e 6). Use as perguntas do Q&A para autoavaliação.
- crônicas sistêmicas
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