Meu pai, era um gênio matemático, aprendeu na obrigação de calcular resultados em diferentes e exigentes condições, cortando lenha no mato quando criança, contando metragens cúbicas e volumes diversos em áreas complexas e geometricamente intrincadas de diferentes trabalhos de lavouras, e após, comercializando estas produções e colheitas no povoado e realizando cálculos diversos e fracionados em compensações monetárias e diferentes escambos, a mente dele tinha uma capacidade extraordinária em resoluções, não importando o quanto sintéticas fossem e suas dimensões e ou exponenciais... em qualquer contexto de cálculo e previsibilidade acertava e resolvia em segundos quando não prontamente após serem feitas à ele as proposições... mais rápido que uma calculadora científica, tal como um ábaco!, talvez mais rápido pois não tinha que manipular nada.... nas vezes em que se enganou, e eu as testemunhei, foram porque as proposições não haviam sido claras.... assisti tantas vezes este processo que o mimetizei para minha percepção, e foi um grande sucesso utiliza-lo quando trabalhei em grandes corporações do mercado financeiro, mas na medida em que minha carreira internamente nestes grupos foi migrando para os processos comerciais que envolviam treinamentos mais complexos para as equipes e portanto, um tratamento mais refinado nos contextos relacionais, este espaço foi tomado pelas compreensões sistêmicas dos significantes, signos e significados e de todas as relações linguísticas e semiologias de diferentes epistemologias enquanto eram acessadas, ditas, usadas, e isso em cada palavra ouvida, no exame de seu tom e ritmo e contexto, nos sussurros e volumes e momento e hora em que foi dita, por qualquer emissão de sentido comunicativo de algo... e junto carreada é a alma e a psique, como movidos em um ábaco infinito e nichados nos diferentes contextos linguísticos de 'quem' e para quem está o falante falando, e se abrem então, como se fossem transparentes bem diante destes meus então milhares de olhos, e estes olhos todos tem lentes de aumento infinitas, policromáticas e elas expandem e enxergam a gênese no passado e suas síntese dialéticas polissêmicas de onde estas manifestações originaram-se contextualizadas polifonicamente já em suas dimensões temporais futuras e múltiplas, em seu 'antes' interdimensionalmente, e mesmo até a vacuidade...
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