terça-feira, 31 de dezembro de 2024
encantaria
sábado, 28 de dezembro de 2024
O 'teu' algoritmo
ralleirias - metateatro
Arca dos sonhos
Arca dos sonhos
A abertura da arca dos sonhos é um processo... deve ser concebida na trilha dasO conceito de busca da compreensão dos sonhos e desejos de realização das pessoas, está ligado a noção de identidade e lugar social e suas possibilidades... daí, o confronto do participante com as opções que ele julga possíveis dentro de um imaginário subjetivado nas narrativas de desejo que a pessoa se enxerga poderem ser fantasiosos ou irrealizáveis...
Então faz-se necessário que o processo abrigue estes tempos de descobertas, neles, está o caminho dialético e semiótico de compreensão de sonhos e identidades e as possibilidade de subjetivação da própria estória no caminho de formação de histórias grupais e coletivas que abriguem estas possibilidades individuais também favoravelmente na coletividade, e isso seja ou represente um sucesso, pelo menos razoável para os envolvidos, pois do contrário as frustrações tenderão a frear o ânimo e os projetos.
Bueno... estas pequenas definições já podem iniciar nosso processo objetivamente, se, à partir destas compreensões e meditativamente, realizarmos a exploração em nós, mas na percepção, de o que cada um pode ou quer ocupar nestes sistemas... aonde apontamos e nos explicamos em nossas razões e motivos como necessárias, e estes marcadores nos permitem então, à partir deste ponto, desenvolvermos com perguntas e respostas - e é para nós mesmos - quais são estes sonhos e porquê os temos, são necessários, quem paga a conta da mudança e porquê? Que resultado esperamos e porque devem ser empreendidos tais trabalhos... o que nos autoriza, porque os podemos, e porquê os queremos ou achamos essenciais e aonde é ou seria este 'lugar' do sonho em realização...
E, noves fora isso, ainda haverá a necessidade de mapearmos os integrantes destes sistemas nos quais pretendemos intervir ou no quais pretendemos criar, o que pode nos revelar antecipadamente também as ideais possibilidade de caminhos que estes diferentes agentes e componentes podem percorrer e seus desafios... pra começar...
ralleirias - Consigliere Brasil_2024
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
A festa é o principal
domingo, 22 de dezembro de 2024
Não torne-se presa
e da precariedade de um
relacionamento tóxico,
é uma escolha de amor
a si próprio e também
respeito à vida, e é uma
denúncia à miséria e a
agressão cometida
e continuada pela
existência do abusador,
como um predador
das vidas e das
histórias de seu
próprio sistema.
Não torne-se presa.
- Do 15º Arcano
sábado, 21 de dezembro de 2024
O ódio é usado para objetificar o amor
da sociedade do impossível.
O amor, lhe reflete obvio, fica
objetificado então como um troféu,
ele 'performa' destino de sucesso,
e então é colocado como o ideal
objeto de valor de troca,
de harmonização de interesses,
e de cura, e é assim, pulverizado
entre diferentes narrativas, mas todas
costuradas nas construções
identitárias, seus sucessos, e estes,
são sustentados em locais sociais
com diferentes valores de 'mercados',
originados nas necessidades próprias
aos sistemas, então, estas variáveis
sociais, culturais e psíquicas, e mesmo
peculiares e até vaidades serão ali
necessárias por idiossincráticas ao
próprio campo sistêmico, e portanto,
necessariamente construtoras de
destinos condicionados à própria
sujeição a identidade histórica de
surgimento, nascimento, ou seriam
mesmo impossíveis nos sistemas,
lugares e instâncias históricas que
o geraram, então como produto
e combustível de si próprios...
ainda que aparentemente ajustados
e neste sistemas desgraçadamente
funcionais, performando atos sempre
geradores de fatos para um real
possível, talvez não desejável, mas
funcional, e só ali... seu potencial
portanto, não é integrativo, é redutivo
e inconciliável... ainda que sejam estes
destinos relativamente ali, bons ou
maus, são necessariamente ao sistema,
odiáveis medíocres e sofríveis...
A dor, é ali, o motor do ódio,
mas também o combustível,
é também estranhamente desejado
encarceramento à submissão da
própria identidade.
O ódio é usado para objetificar
o amor na sociedade do impossível.
domingo, 15 de dezembro de 2024
sombrio
sombrio
em algum lugar?
Há luz e horizonte
além dessas sombras
que aqui assombram
com esse sombrio pesar,
de obscuras dores,
cinzentas cores
do que não quer
ou não pode
ainda se compreender
ou se iluminar...
Logo, depois, após,
em algum instante
já não seremos nós
assim ou assado e
então só jogo de
luzes e sombras, e
jamais como antes
diferentes ou semelhantes
do que foi o imaginado
sem clareza e às sombras
e desmensurado e fora
incerto e não desejado...
Ser, não ser assim, sombrio
obscurecedor, ocultador
revelador, dispositor e
experienciador do resultado
do teu fardo, que faz teu fado...
E então... nuvem,
me conte, há luz e
algum horizonte
além das sombras
que aqui assombram
com sombrio pesar,
e brilha o sol
em algum lugar?
ralleirias - Metateatro
sábado, 14 de dezembro de 2024
expressão
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
híbrida.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
Narramos
do joio e do trigo
por guerras entre diferentes grupos
de interesses políticos locais, ainda
coercitiva, bélica, e é resultado do
projeto de mundo do imperialismo
anglo ianque, que sempre cresceu
fazendo guerras e insuflando ódio,
diferenças e cobiças... Projeto, aonde
o valor maior é o valor capital e não
o da propalada 'liberdade' ou a 'vida',
como nos dizem eles, e como estamos
assistindo....
Sabemos quem está do lado da vida
e quem está do lado da morte, pois é
óbvio e está além do poder da
hipocrisia média ocultar....
e é esta a verdadeira separação
do joio e do trigo.
Até então, comeremos juntos
o pão que o diabo tem amassado
com os farelos sujos deste modelo
de mundo queimado e submetido,
assado na fogueira das vaidades de
seres infantilizados que não respeitam
nada pois são dejetos odiados,
produto do mundo que os gerou.
O caos perdurará se não houver
conscientização e escolhermos
qual lado e escolher e assim,
quais ações realizar em todas
as instâncias de nossos mundos...
Dá trabalho, por isso é, será difícil...
E mantendo-nos assim, saibamos
que estamos nesta trilha também ...
Quais forças temos de fato,
além de nossas vontades?
- crônicas das lutas de classe
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
soberba
mas fica o trauma no ser
torta toda realidade espicaçada
uma em cada falsa verdade, que
render-se, humilhar-se, dar-se às
a pratica-las, vencer com a morte,
e saciar qualquer louca vontade...
esta soberba miséria de sobreviver
- crônicas tristes pra caralho
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
assombração
e já não muda há muito tempo, valente
resile nas coisas em que 'deve-se' persistir!
E a coragem de ser esta fortaleza, 'afastou'
todos e ... só você, segue firme e convicto.
- Até que perceba, que o seu mundo já acabou,
não há nenhum outro agente que deseje estar ali,
conceber, que já está vivendo no mundo
fantasmagórico, aonde só existe o que é
- crônicas das asceses místicas
espontaneidade
As manifestações de espontaneidade, atos falhos e bloqueios integram o campo de manutenção da suposição do ideal, e mesmo do foracluído, de relações construídas nestas transferências de aproximação dos significadores identitários e signos meta relacionados, inclusive os do trauma para, numa tentativa de reestabelecimento do campo da experiência que o gerou, trabalhar com a possibilidade de ocorrência do transbordamento do recalque em linguagem, e assim, o fato seria já em si, uma nova tese sobre o real ideal e a dissolução portanto da antiga dor, do deposto real impossível, aonde houve a incompreensão ou trauma, ressignificando o campo da persona na sua subjetivação rumo ao melhor, ao ideal sobre seu papel possível, mundo possível, realizável, ainda o mesmo mas agora renovado e novo em sua realização....
- Crônicas sistêmicas
Agendamentos de Consultas:
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
a cigana
incorporação
- crônicas das asceses místicas
ciclos e círculos
Muitos agendamentos sociais e portanto gatilhos iguais em termos comportamentais e em todo lugar, fazem as pessoas perderem a noção entre estes ciclos e círculos que são naturais, e estão em toda parte, o mundo é sistêmico, perder-se é do expandir estes novos lugares ... O assujeitamento, assim acontece, porque a pessoa ainda está no papel infante, procurando permissões do sistema fora de si. Ser adulto vai além de envelhecer, é assumir atitudes que façam a vida andar mesmo que seja apenas em frente, explorando as possibilidades, mas íntegro e consciente de suas escolhas.
-metateatro
domingo, 8 de dezembro de 2024
loucura
me convidou para junto com ela, vivermos uma loucura.
Fazendo uma loucura loucamente apaixonante, ousada e radiante...
Expliquei que tudo poderíamos, inclusive ir à diante
mas na loucura, provavelmente enlouqueceríamos
e não mais atinaríamos como voltar ao estado normal.
Assim, loucamente pesada no bem e no mal a
loucura então, nos pareceu neles, um tanto igual
e fora do nosso ideal de um novo e louco real...
Foi assim... então da loucura desistimos
e ao normal mais nós aderimos com toda
a sua mesmice e a nossa, tudo sempre igual...
Vejo agora, enlouquecemos, na loucura
que não vemos obviamente no que é
dito como sendo geralmente o nosso normal...
E é sempre tarde, quando percebemos às loucuras
nas quais não nos perdemos, são justo as loucuras que
queríamos viver e nos deixar loucamente amar!
Síndrome de Cassandra
só acho.
e mesmo carinhosamente às próprias infelicidades,
e a dor residual programada pela voracidade capital
humana e cultural....
E conscientemente inclusive, desejando-as
como parte do pacote de entendimento necessário
a ser estabelecido 'e' enquanto é feito, firmando sonhos,
vontades, atos e ações com funcionalidades e acolhimentos
para este plantio e o entendimento sobre seus tempos de
vigorarem adequadamente, para que os esforços propiciem
a colheita das novas subjetividades e até novos impedimentos
que assim nos levam à contra instâncias, sempre mais nossas
e mais libertadoras...
E tudo como sempre, pode ser bem diferente do que esperamos...
Viver a dor, pode ressignificar as potencias do nosso amor,
haverá resultado com insistência nestas condutividades de tal
forma à superarmos nossos caminhos anteriores de fuga... só acho.
- metateatro (- do viés utilitário nas compreensões do traço de caráter masoquista)
processos rizomáticos
com 'Deleuze'... e comparo o que lá acontece no substrato
rizomático e arbóreo, e me parece bem claro, que estes
sistemas, completam-se... muito interessante pensar
aprofundando na metáfora e incluir as diferentes relações
com ideal do real, e assim, na compreensão dos processos
rizomáticos, incluir, os diferentes agentes até os dos campos
da 'foraclusão' , tal como a participação dos organismos
de diferentes sistemas como o caso dos fungos e também
seres de outras esferas integrativas bastante diferentes,
como os microrganismos animais e suas influências minerais
e bioquímicas no rizoma como agentes objetivamente
indecifráveis no 'ainda' pois sua ação desconhecida atravessa
tempos e processos, nas representações paralelas somadas
nessas expressões, portanto somam potência...
além do novo entendimento, talvez abrigado em possíveis
metonímias num paralelismo 'nomeador' que então é
fronteira para novos caminho e é portando daí aberto
o processo de inclusão e possibilita-se assim o pertencimento
ao novo, e 'novo antigo então já velho' começa a findar...
e muda a chave... há então nutrição e integra-se ela ao devir
ao possível ao então compreensível... nas raízes significadoras
psicodélicos, por incompreensões destas manifestações de
recalques ocultos diversos, até o quórum e massa crítica
interações para a compreensão necessária e
a transição até o 'real' em sua nova manifestação gerar além
do ato o fato a consumação. Então a planta nasce e gera vida,
é aceita no sistema aonde processou todas as particularidades
novas e desconhecidas, rizomaticamente está ligada e nutre
e é nutrida como parte do ponto de equilíbrio e troca,
ordenadas nas suas possibilidades com os seus requisitos
e nutrientes próprios ao seu desenvolvimento, e aqui instala-se
o transitório novo normal...
sábado, 7 de dezembro de 2024
Fora
E não vejo neles o nosso combinado.
Já nós não estamos nas nossas cenas,
nem o presente sequer amigável
nos acena, já não há um 'nós' sequer
seguindo, existindo ou por continuar...
E já nada é então sobre nos deixar,
e sim sobre um eu, conseguir ressurgir
no mundo próprio e por fim, me reinventar ...
- metateatro_2014
projeta
Saem elas de qual lugar obscuro que precede o futuro daquilo
Lá na raiz do que não vejo, num lugar aterrado em desejos
de outros seres e com outro desejar...
E sem lhes criticar os frutos, assumimos a colheita e deguste
nossas sagas de serventia para tudo isso, menos nós, prosperar...
Palavra então é semente, estejamos conscientes que desferi-las
tem potência de melhores futuros e futuros, propiciar e semear...
me sonho
- bravo amar_2019
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
só que não...
a paz que só eu posso me dar
Paz é como lugar?
Poder querer é
como sonhar ser.
E o ser de sonho
pode ser, sem ser...
Também querer é
do campo dos
sonhos, sobre
fazer-se em se
fazer, assim um
ser pacificado em
ser para se submeter...
Eutanásia
Eutanásia não se aplica para animais velhos, ninguém deveria ter o direito de interromper o sagrado de uma vida de outro ser... como se dela fossem reais proprietários... a arrogância de superioridade traveste a inferioridade e sujeição estúpida às próprias vontades por suas covardes conveniências civilizatórias preguiçosas de busca de conforto, tal traição mortal aos que lhe servem e por vezes, amam mesmo nesta condição submetida...é de uma imensa covardia e é da barbárie comum das mentes infantilizadas narcisistas e portanto despreparadas para entender a dor do outro tratando-a indiferentemente e apenas como coisa corriqueira nas suas próprias satisfações... o descarte da vida do outro como parte da própria vida... como uma besta faminta que devora outras vidas... sim... A dor, é contexto de transformação e pertence a etapas de transição e portanto, é tratável no acolhimento e não no desprezo, na fuga agressão e perversidade na morte do outro...
erro
crítico de quem não foi beneficiado,
é mera narrativa do processo
de subjetivação da compreensão
sobre os assujeitamentos necessários
para performar histórias pessoais,
sobre ser si próprio, e em conquista
de si mesmo e seus desafios
de acertos, enganos e ignorâncias...
- Metateatro
seu lugar
Adálias amarelas, rosas e carmins .
Sem se preocupar em esquecer
ou lembrar, nem sorrir nem sofrer
e também nada para compreender
corrigir ou perdoar.
Tudo teve o seu lugar.
- metateatro
lúcifer
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
a paz desejada.
A Paz é tal como espaço de um silêncio observador e acolhedor
cada movimento e pulso, suas intencionalidade e viéses
Assim, a paz deve ser portanto, semeada, praticada, construída e formatada,
no seu tempo
e cada tempo na sua coisa
por isso, escreve-se em lousa
que é para poder se mudar
e já aquilo que estava escrito
encontra-se ali proscrito que é
mesmo para poder se transformar,
e tal condão disciplinar funciona
melhor que magia
vai se operar na fantasia a derrocada
que a esvazia até ela acabar... e daí o ser
ressurge e nisso, seu desejo de si urge
muy guapo e deixa o seu real natural aflorar...
ralleirias- crônicas das asceses místicas
agora é consagrado
ralleirias - crônicas das asceses místicas
o produto social
- crônicas das lutas de classe
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
O jaguar
a morta
da paixão pelo desconsolo da
ação pelo desforro dum impossível
tocar, sentir, ser, ouvir e ver e falar
...e então amava num verter-se em
vícios e disputas sem armistícios,
em guerras sem nunca ter paz...
Cada passo um pesadelo,
em toda promessa um selo
em ódio com todo zelo...
pela vida que não pode andar
torpes espasmos histéricos
nas memórias e seus cemitérios
nos seus templos e em tempos
para frente e para trás...
Pois só amava uma pessoa morta
a qual a vida fechou-lhe às portas
para sempre e nunca mais...
- Crônicas tristes pra caralho
Interdimensionalmente
Interdimensionalmente, a sua necessidade
do dinheiro é o seu fracasso programado.sucesso
resistência
a vacuidade
Meu pai, era um gênio matemático, aprendeu na obrigação de calcular resultados em diferentes e exigentes condições, cortando lenha no mato quando criança, contando metragens cúbicas e volumes diversos em áreas complexas e geometricamente intrincadas de diferentes trabalhos de lavouras, e após, comercializando estas produções e colheitas no povoado e realizando cálculos diversos e fracionados em compensações monetárias e diferentes escambos, a mente dele tinha uma capacidade extraordinária em resoluções, não importando o quanto sintéticas fossem e suas dimensões e ou exponenciais... em qualquer contexto de cálculo e previsibilidade acertava e resolvia em segundos quando não prontamente após serem feitas à ele as proposições... mais rápido que uma calculadora científica, tal como um ábaco!, talvez mais rápido pois não tinha que manipular nada.... nas vezes em que se enganou, e eu as testemunhei, foram porque as proposições não haviam sido claras.... assisti tantas vezes este processo que o mimetizei para minha percepção, e foi um grande sucesso utiliza-lo quando trabalhei em grandes corporações do mercado financeiro, mas na medida em que minha carreira internamente nestes grupos foi migrando para os processos comerciais que envolviam treinamentos mais complexos para as equipes e portanto, um tratamento mais refinado nos contextos relacionais, este espaço foi tomado pelas compreensões sistêmicas dos significantes, signos e significados e de todas as relações linguísticas e semiologias de diferentes epistemologias enquanto eram acessadas, ditas, usadas, e isso em cada palavra ouvida, no exame de seu tom e ritmo e contexto, nos sussurros e volumes e momento e hora em que foi dita, por qualquer emissão de sentido comunicativo de algo... e junto carreada é a alma e a psique, como movidos em um ábaco infinito e nichados nos diferentes contextos linguísticos de 'quem' e para quem está o falante falando, e se abrem então, como se fossem transparentes bem diante destes meus então milhares de olhos, e estes olhos todos tem lentes de aumento infinitas, policromáticas e elas expandem e enxergam a gênese no passado e suas síntese dialéticas polissêmicas de onde estas manifestações originaram-se contextualizadas polifonicamente já em suas dimensões temporais futuras e múltiplas, em seu 'antes' interdimensionalmente, e mesmo até a vacuidade...
Tudo
irrelevante
Relevante tu és.
Querer significado
dado do outro, é de
E também
que seu não é...
em outras vontades
e se isso não é seu,
Acorda no assusto.
- calma, tá tudo bem amor,
- Eu sonhei que três onças
e não nos deixavam sair ...
- onça nem existe por aqui,
- né, melhor dormir de novo...
- não, mas tem os nossos patrões...
- acho que estas onças são as nossas
- é ... melhor dormir, pois amanhã
- sair pra aonde né... sonho louco.
- são onças de papel amor...
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
futilidade...
Quer ser visto por narcisistas?
Pois há quem nestes mitos insista...
Então mergulhe no poço no qual
ele se fita, e você, lá no fundo
mergulhado e vendo aquela cara bonita
de baixo para cima, e no lodo imundo,
afogado devoto nesta funda cacimba,
mesmo assim, não será visto...
Não ainda. O narcisismo é
terminal, e só em si próprio
se fixa e ali, finda...
- metateatro
Quis sicut Deus?
permite toda vibração, sejam quais forem
os seus significados ou não, e em qualquer
tom e som ...
No Espaço, que acolhe toda forma pelo tempo
necessário, e o quanto durar em manifestação...
O que é como Deus? Intrínseco é em perenidade.
Exatidão como o amor incondicional em consagração
da verdade e do real que existe em vitória
da humildade e gratidão.
Dentro e fora a eternidade não tem hora.
O que é como Deus à frente?
O que é como Deus atrás?
O que é como Deus à direita?
O que é como Deus à esquerda?
O que é como Deus acima?
O que é como Deus abaixo?
Aonde quer que eu vá, eu sou
na equilibrada e vitoriosa justiça
do amor de Deus, que protege o aqui.
ralleirias- Orações ao Arcanjo Miguel
segunda-feira, 2 de dezembro de 2024
tango trágico
Tu és um ser da noite
E eu torço por tua alegria.
E tu, és pelo meu açoite.
Eu tenho coragem de seguir
aquilo que me faz sorrir...
E tu, o que persegues
é justo o que não te serve...
Mergulho no amor
como um peixe no mar.
Mergulhas na dor, e
sem saber nadar...
E eu, se não gosto, luto.
E tu gostas de luto...
E é incrível que tenhamos
tudo isso, para nos combinar...
Vamos então, dançar?
Já está aberta a pista...
Para o baile do tango trágico
entre sádicos e masoquistas!
- metateatro
domingo, 1 de dezembro de 2024
a nossa sorte
em que a nossa sorte é o nosso azar.
Noutros são todos os desejos que não
podemos conquistar.
Em outros, é o amor, que não vinga,
fraco fio de restinga, que jamais
chegará ao mar... e neste, também
é da nossa sorte, o não saber desejar,
até que assim, nos sobrevenha então
a morte, deste doído e impossível
lugar, e daí, lhe escolte para um mais
feliz e saudável, possível existir, para
então, melhor saber-se e mover-se
no ideal para si, construir, este lugar
dum mais feliz e melhor desejar...
- bravo amar
sábado, 30 de novembro de 2024
Devemos lutar pelo fim da escala laboral 6x1
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
O canal
rebentos
quarta-feira, 27 de novembro de 2024
apostas
E seus movimentos
- crônicas das lutas de classe
terça-feira, 26 de novembro de 2024
uma marca
É assim o sucesso fugaz
contumaz consumista...
- crônicas das lutas de classe
Superar
Superar o fazer sentido,
aquilo que foi muito doído
e o que foi doido e não consentido.
Transpor a dor para outro lugar
aonde ela possa se dissipar...
superar, superar... como se
houvesse outro estar, além
deste de se ficar, sempre presente
naquilo em que se sente mais
autenticamente como gente.
Superar o superar...
- metateatro
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
admirável
sábado, 23 de novembro de 2024
proteção
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
tamagotchi
O ideal humano
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
Querer, é narrativa identitária
e neste, há que se ter pertencimento
Querer, portanto, não é poder...
processo de busca homeostática,
performatizadora do próprio
quarta-feira, 20 de novembro de 2024
utilitarismo
-crônicas das lutas de classe
é da práxis
Uma pessoa assujeitada mentalmente ao papel infantilizado e citadino moderno, certamente apoia toda a estupidez de um sistema escravizador, que nutre-se de narrativas de sucesso heroico, obtidas sempre sobre a desgraça de quem trabalha submetido à diferenças sociais implantadas historicamente e de forma criminosa, por países e colonizadores e seus sabujos colaboradores locais, expropriando riquezas e mesmo a cultura de outros povos, relegando-os assim a uma sub classe humana, o latino, o periférico, etc... mentalidade típica do ingênuo colaborador, que também será descartado no devido tempo... sua covardia o submete no mesmo papel derrotado de quem aceita morrer ao render-se para o sistema... Impotentes, todos só podem optar como lacaios de seus amos colonizadores, são peças deste sistema, assim são felizes, este é seu incrível lugar de sucesso, estão certos de que tudo de correto está acontecendo por ali...
O mito da superação e da conquista por extremo esforço, implica no entendimento de que todas as suas potencialidades serão submetidas à um sistema que irá, necessariamente, lhe devorar e após, o descartará... Extrair da super exploração da mão de obra precarizada, até seu último e humilhante suco, é da práxis dos masoquistas operadores do capital tardio ...
-crônicas das lutas de classe
sábado, 16 de novembro de 2024
com a fé
sexta-feira, 15 de novembro de 2024
A Semiótica de Saussure e Peirce: Comparações Fundamentais
Ferdinand de Saussure (1857–1913): Linguística Estrutural
Saussure é considerado o fundador da semiótica estruturalista. Ele propôs que o signo é composto por:
- Significante: A forma ou "imagem acústica" de um signo (por exemplo, a palavra "árvore").
- Significado: O conceito ou ideia associado ao significante (a imagem mental de uma árvore).
Sua visão destaca que a relação entre significante e significado é arbitrária e depende de convenções sociais. Para Saussure, a língua é um sistema fechado onde os signos ganham sentido em oposição a outros signos dentro de um sistema.
Charles Sanders Peirce (1839–1914): Semiótica Filosófica
Peirce, por outro lado, elaborou um modelo triádico para o signo:
- Representamen: O signo em si (equivalente ao significante de Saussure).
- Objeto: O referente real ou imaginário do signo.
- Interpretante: O conceito mental ou interpretação gerado pelo signo.
Peirce também introduziu categorias de signos (ícones, índices e símbolos) baseadas na relação entre o signo e seu objeto:
- Ícone: Similaridade (ex.: uma foto).
- Índice: Conexão causal ou direta (ex.: fumaça indicando fogo).
- Símbolo: Relação arbitrária e convencional (ex.: palavras).
Relação com a Semiótica Contemporânea
Atualmente, a semiótica incorpora abordagens mais dinâmicas e interdisciplinares. Autores como Umberto Eco ampliaram as ideias de Saussure e Peirce, vendo os sistemas de signos como interativos e não apenas fixos em sistemas fechados. A semiótica cultural, por exemplo, analisa como os signos interagem em contextos sociais e culturais, enriquecendo a compreensão do papel da linguagem na sociedade contemporânea.
Além disso, a semiótica aplicada se expande para áreas como marketing, tecnologia, e design de interação, onde os signos criam experiências e engajamentos.
Neurociência Afetiva e Semiótica
A neurociência afetiva, por sua vez, explora como emoções e sistemas neurológicos moldam nossa interação com signos e linguagens. Pesquisadores como Jaak Panksepp e Mark Solms estudam as bases neurobiológicas de processos emocionais e sua correlação com a interpretação de signos.
Pontos de Conexão:
- Afeto e Significação: Emoções influenciam profundamente a forma como interpretamos signos, conectando significado e experiências afetivas. Por exemplo, um símbolo associado a experiências positivas terá interpretações emocionais mais favoráveis.
- Corpo e Cognição: A visão de Wilhelm Reich sobre tensões corporais como moldadoras da subjetividade se conecta à ideia de que o corpo também influencia nossa leitura de signos.
- Sistemas de Linguagem e Neuroplasticidade: Estudos mostram que o aprendizado e o uso de linguagens afetam a plasticidade cerebral, integrando elementos semióticos em redes neurais.
Visão Sistêmica
A abordagem sistêmica considera a interação entre indivíduos e seus contextos culturais, sociais e biológicos. Nesse sentido, os signos não operam isoladamente; eles são elementos em sistemas dinâmicos, onde fatores como cultura, emoção e neurobiologia desempenham papéis interdependentes.
Essa perspectiva sistêmica é útil para integrar os insights da semiótica e da neurociência afetiva, abordando como as relações entre signos e emoções influenciam comportamentos, comunicações e construções de identidade.
- crônicas sistêmicas
Agendamentos de Consultas:
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Ato de auto exorcismo
-Ato de auto exorcismo-
Sim, que saiam de mimas certezas, matrizes
dos enganos,
Sim, que saiam de mim
os carimbos dos arcanos
sim, que saiam de mim,
os medos em todos
os seus secretos enredos,
sim que saiam de mim,
os olharem de julgamento,
e seus nefastos testamentos,
de visões toldadas nas próprias crenças,
em fictícias narrativas e suas pífias avenças
sim que saiam de mim os desafetos por
diferenças, por não compartilharmos das
mesmas encarceradoras crenças,
sim que saia de mim,
a soberba do perdão lógico,
mero ato pródigo dos sem empatia,
em suas almas perdidas e vazias...
sim, que saia de mim
a falsa humanidade,
o veneno da real humildade,
Sim que eu saia de mim
além de reclamar, que me
disponha eu, trabalhar a
em aprender e reaprender
e naturalmente assim, mudar...
sim que saia de mim,
o que me afasta de entregar
e entregar-me ao amor e ao amar...
- crônicas das asceses místicas
terça-feira, 12 de novembro de 2024
os dons do hinário profano
do hinário profano!
Cantos de salvação
do homem mundano
que valsa com a vida,
em meio aos seus danos...
Sacode o esqueleto!
Se requebrando...
e vai se esquivando
da má sorte, e vai se
livrando das mortes,
e segue dançando...
- crônicas das lutas de classe
domingo, 10 de novembro de 2024
Visões sobre a linguagem - Ludwig Wittgenstein e Jacques Lacan.
A comparação entre Ludwig Wittgenstein e Jacques Lacan a partir de suas visões sobre a linguagem, considerando semiótica moderna, linguística e neurociência afetiva, pode gerar insights profundos para uma abordagem gestáltica, esquizoanalítica e sistêmica. Ambos pensadores abordam a linguagem como um sistema estruturante da realidade, mas suas perspectivas e métodos apresentam nuances distintas que dialogam com os saberes contemporâneos.
Wittgenstein e a Linguagem como Jogo
Após sua revisão do Tractatus Logico-Philosophicus, Wittgenstein desenvolveu uma visão mais ampla sobre a linguagem, tratada agora como uma série de "jogos de linguagem" (Philosophical Investigations). Ele propôs que o significado das palavras depende do uso contextual no qual elas estão inseridas, dando importância às interações cotidianas e aos modos como as expressões são compreendidas e compartilhadas entre os falantes. Essa visão não só afasta a linguagem de uma estrutura lógica rígida, mas também a aproxima dos aspectos dinâmicos e vivenciais da semiótica moderna, que vê os signos como partes de sistemas complexos e variáveis.
Lacan e a Linguagem como Estrutura do Inconsciente
Lacan, influenciado pelo estruturalismo, propôs que "o inconsciente é estruturado como uma linguagem". Ele postula que a linguagem molda a subjetividade e organiza o desejo, atuando como uma estrutura que medeia a relação entre o sujeito e o mundo. Lacan adapta conceitos saussurianos, como o significante e o significado, para explicar como o sujeito é constituído na falta e no desejo, em um processo contínuo de busca de completude. Em uma análise comparativa, enquanto Wittgenstein enfatiza o uso social da linguagem, Lacan foca na linguagem como estrutura que organiza o psiquismo.
Contribuições da Semiótica e da Linguística Moderna
As visões de Wittgenstein e Lacan dialogam com a semiótica moderna e a linguística estruturalista, que enxergam a linguagem como sistema de signos autônomos. A perspectiva semiótica contemporânea, que envolve estudos de Charles Sanders Peirce e a semiótica cultural, sugere que os signos não representam apenas um significado estático, mas fazem parte de um processo comunicativo, influenciado pelo contexto e pela interação social. Na neurociência afetiva, estudos de Jaak Panksepp e Mark Solms indicam que as emoções e os afetos desempenham papéis essenciais na percepção e no processamento da linguagem, afetando a forma como os significados são interpretados e internalizados.
Traços de Caráter em Wilhelm Reich e Neurociência Afetiva
Wilhelm Reich trouxe a noção de “traços de caráter” como padrões de defesa do organismo que moldam a subjetividade e o comportamento. Ele associa esses traços às tensões corporais e aos bloqueios emocionais, que também influenciam o uso e a compreensão da linguagem. A neurociência afetiva, ao estudar como as emoções moldam a percepção e as decisões, reforça a ideia de que os estados afetivos e corporais influenciam profundamente a experiência subjetiva, incluindo o processamento de linguagem. Em termos gestálticos e sistêmicos, isso sugere que o terapeuta deve considerar o contexto emocional e corporal do cliente ao interpretar a linguagem e os significados expressos.
Integração para uma Abordagem Gestáltica e Sistêmica
Como um terapeuta gestáltico e esquizoanalista, integrar essas perspectivas implica em ver a linguagem não apenas como um meio de comunicação, mas como um campo de experiências afetivas e corporais. A esquizoanálise, que valoriza a descentralização do sujeito e a multiplicidade de fluxos e desejos, também se alinha com essa visão. A abordagem sistêmica, por sua vez, vê o indivíduo como parte de um sistema maior, em que linguagem e afeto são interdependentes. Assim, o terapeuta considera não apenas as palavras ditas, mas também os afetos, o corpo e o contexto, promovendo uma análise que abarca a complexidade da subjetividade e da comunicação humana.
Essa síntese entre Wittgenstein, Lacan, Reich e a neurociência afetiva oferece uma estrutura rica para interpretar a linguagem como uma expressão multidimensional, integrando mente, corpo e afeto em uma abordagem terapêutica completa e inovadora.
Referências :
Wittgenstein e Linguagem
- Wittgenstein, L. Philosophical Investigations. Traduzido por G. E. M. Anscombe. Blackwell Publishing, 1953.
- Hacker, P. M. S., e Baker, G. P. An Analytical Commentary on Wittgenstein’s Philosophical Investigations. Blackwell, 1980.
- Stern, D. G. Wittgenstein on Mind and Language. Oxford University Press, 1995.
Esses textos abordam o desenvolvimento da ideia de "jogos de linguagem" e como Wittgenstein conecta a significação à prática social, central para entender a linguagem como um fenômeno dinâmico.
Lacan e a Linguagem como Estrutura do Inconsciente
- Lacan, J. Escritos. Editora Perspectiva, 1998.
- Evans, D. An Introductory Dictionary of Lacanian Psychoanalysis. Routledge, 1996.
- Fink, B. The Lacanian Subject: Between Language and Jouissance. Princeton University Press, 1995.
Essas obras exploram a ideia de que o inconsciente é estruturado como uma linguagem e detalham a utilização dos conceitos de significante e significado em Lacan.
Semiótica e Linguística Moderna
- Eco, U. Tratado Geral de Semiótica. Editora Perspectiva, 2007.
- Peirce, C. S. Collected Papers of Charles Sanders Peirce. Harvard University Press, 1931-1935.
- Deely, J. Basics of Semiotics. Indiana University Press, 1990.
Esses trabalhos oferecem uma visão geral dos sistemas de signos e seu papel na construção de significados, aproximando a semiótica das ideias sobre o inconsciente e os jogos de linguagem.
Neurociência Afetiva e Comportamento Emocional
- Panksepp, J. Affective Neuroscience: The Foundations of Human and Animal Emotions. Oxford University Press, 1998.
- Solms, M., e Turnbull, O. The Brain and the Inner World: An Introduction to the Neuroscience of Subjective Experience. Other Press, 2002.
- Damasio, A. The Feeling of What Happens: Body and Emotion in the Making of Consciousness. Harcourt Brace, 1999.
Essas referências fundamentam a importância das emoções na neurociência, detalhando como os estados emocionais influenciam o processamento de linguagem e as relações interpessoais.
Wilhelm Reich e Traços de Caráter
- Reich, W. Análise do Caráter. Editora Martins Fontes, 2004.
- Sharaf, M. Fury on Earth: A Biography of Wilhelm Reich. Da Capo Press, 1994.
- Boadella, D. Wilhelm Reich: The Evolution of His Work. Vision Press, 1973.
Esses textos abordam a teoria dos traços de caráter de Reich e como esses padrões emocionais e corporais influenciam o comportamento e as defesas psíquicas.
Abordagens Gestáltica, Sistêmica e Esquizoanálise
- Deleuze, G., e Guattari, F. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. Editora 34, 1995.
- Perls, F. Gestalt Therapy Verbatim. Real People Press, 1969.
- Zinker, J. Creative Process in Gestalt Therapy. Vintage, 1978.
Esses textos fornecem uma base teórica para conectar os conceitos discutidos com as práticas de terapia gestáltica e esquizoanalítica, ressaltando a importância da linguagem, do corpo e dos afetos...
Agendamentos de Consultas:
sábado, 9 de novembro de 2024
é o que é
Querer não é poder?
Ainda o amor como potencia de infinitas possibilidades
comportaria também os processos aonde surge o odiar, como
parte de suas sombras, mas mais como lugar dum se transformar...
Ígnea magia é um querer... como embrião da possibilidade de
elaboração do real, ainda não é de fato o poder... mas, caminha
assim a vontade de mãos dadas com o fazer.
Talvez seja ali, como o estado subjetivo de construções destas
novas realidades em fatos e em atos de conquistar ou ceder...
no entanto cada relato, passo e fato, ato, já é o ser sendo
o poder. E no espaço de expressar-se este ser, nem tanto
o fazer ou não fazer, mas o amar em transformar-se então no
lugar do antigo ser e tornar o ato de se expressar algo que
remete ao transcender no existir e assim ao próprio poder...
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
o ser dialético
Forma-se o ser dialético por interação passiva ou não de sua objetiva singularidade derivada do meio aonde surge e sua semiótica e em suas práticas, quando então avança em continuidades nas absorções e consolidações da sua subjetivação nos desejos e imposições de assujeitamentos civilizatórios e identitários. O citadino infante busca coroar-se como herói errante até a conquista narrativa de sua autoridade, ainda que submetida ao mesmo código que o forjou oprimido. Refém da única força que estima validar sua existência, submete-se integralmente com seu mundo.
- crônicas das lutas de classe
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
o lugar da admiração
A Saúde em Sintonia com o Ambiente - o Corpo como Interlocutor Biológico
A Visão Sistêmica, Gestáltica e Esquizoanalítica e a contribuição de Jack Kruse
A saúde, em uma perspectiva sistêmica e gestáltica, é um fenômeno que extrapola o corpo isolado, inserindo-se no ambiente e nas trocas constantes que realizamos com ele. Jack Kruse, neurocirurgião e pesquisador biofísico, é uma figura emblemática ao nos lembrar desse elo: ele enfatiza como aspectos ambientais, como luz, temperatura e campos eletromagnéticos, atuam diretamente no metabolismo, no sono e até na nossa saúde mental. Kruse apresenta uma proposta quase provocadora, defendendo que o corpo humano está intrinsecamente ligado a seu entorno e, quando esse equilíbrio se perde, a saúde inevitavelmente sofre. No entanto, suas ideias não são unânimes na ciência, uma vez que ele combina teorias estabelecidas com uma visão biohacker que ultrapassa o consenso médico. Neste texto, vou correlacionar suas propostas com a visão de um terapeuta sistêmico, esquizoanalista e gestáltico, explorando como essas abordagens terapêuticas dialogam com suas teorias.
Corpo e Ritmos: Um Diálogo com o Ambiente
A cronobiologia e os ritmos circadianos são áreas centrais para Kruse, que defende uma vida em harmonia com os ciclos de luz e escuridão. Ele apoia-se em estudos de cronobiologistas premiados, como Jeffrey Hall e Michael Young, que demonstram a importância do ritmo circadiano na regulação do sono, na produção de hormônios e na saúde em geral. De uma perspectiva sistêmica, esses ritmos são uma forma de "pulsação" do organismo, que ressoa com os ciclos naturais da Terra. No trabalho gestáltico, valorizamos o momento presente e o impacto direto do ambiente nas sensações e emoções. Aqui, o corpo torna-se uma interface dinâmica, recebendo estímulos da luz e reagindo ao seu entorno para ajustar sua própria "dança interna".
A esquizoanálise, que busca desmantelar estruturas de poder e padrões de opressão internos e externos, encontra ressonância com Kruse ao abordar as implicações da luz artificial e da ruptura dos ciclos naturais. No contexto de Kruse, o excesso de exposição à luz azul à noite simboliza um rompimento com as conexões naturais. Esse excesso representa uma sobrecarga de estímulos, uma espécie de imposição tecnológica sobre os ritmos naturais. Kruse sugere evitar a luz artificial para restaurar o ritmo biológico, e podemos correlacionar isso com a prática gestáltica e esquizoanalítica de "retornar ao corpo", ao natural, como um meio de reconectar o ser à sua pulsação interna.
Temperatura e Termogênese: O Impacto do Frio na Saúde
Outro ponto essencial no trabalho de Kruse é a termogênese, ou seja, o impacto da exposição ao frio no metabolismo. Ele apoia-se em estudos de pesquisadores como Shingo Kajimura, que examina a ativação do tecido adiposo marrom e o papel do frio na termorregulação. O frio, na visão de Kruse, não é um estressor, mas uma forma de interação benéfica que permite ao corpo se adaptar, melhorar o metabolismo e promover a saúde.
Como terapeuta sistêmico, vejo a proposta de Kruse como uma oportunidade de pensar na saúde como uma adaptação criativa às condições do ambiente. A exposição ao frio, sob essa ótica, torna-se um símbolo da capacidade de adaptação e superação do organismo. Do ponto de vista da Gestalt, este processo envolve um contato intenso com o presente, onde o corpo precisa sentir o ambiente e responder ao estímulo frio, gerando calor e energia para se reequilibrar. A esquizoanálise também nos auxilia a pensar o frio como uma experiência que desestrutura padrões automáticos do corpo, permitindo que este redescubra novas formas de lidar com o mundo.
Os Efeitos dos Campos Eletromagnéticos: Entre Ciência e Biohacking
A questão dos campos eletromagnéticos (EMFs) é polêmica. Kruse defende que a exposição excessiva a EMFs, oriundos de dispositivos eletrônicos, pode ser prejudicial à saúde e ao metabolismo celular, baseando-se em estudos preliminares como os de Martin Pall. Em um sentido esquizoanalítico, essa preocupação com os EMFs aponta para uma necessidade de nos reconectarmos a uma frequência mais natural e saudável, questionando até que ponto a tecnologia moderna nos desvia de uma percepção mais autêntica de nosso corpo. Sob a lente sistêmica, Kruse questiona como uma rede invisível de frequências artificiais interfere em nosso funcionamento, como um campo externo sobre o qual não temos controle e que impacta nosso corpo.
Gestalticamente, isso representa um obstáculo ao que chamamos de awareness – a plena percepção do que se passa no momento presente. Se os EMFs desestabilizam a fisiologia, a awareness se torna fragmentada, como uma frequência "ruidosa" que perturba nosso sistema nervoso e impede uma conexão mais profunda com o corpo. Esta teoria de Kruse encontra, aqui, uma importante reflexão gestáltica: como podemos promover uma desintoxicação desse ruído ambiental?
Alimentação Sazonal e o Fluxo com o Natural
Kruse também advoga por uma alimentação que se alinhe com a sazonalidade dos alimentos e o contexto ambiental. Tal recomendação se assemelha aos princípios da alimentação intuitiva e dialoga com práticas antigas como a ayurveda e a medicina tradicional chinesa. Estar em harmonia com as estações e o ambiente é uma forma de se reconectar ao próprio espaço e à sua temporalidade.
Na abordagem sistêmica, o alimento se torna uma mensagem biológica e energética, uma forma de diálogo entre o ambiente e o corpo. No trabalho gestáltico, a escolha alimentar reflete o awareness e a capacidade de escolher conscientemente o que o corpo necessita naquele momento, sem padrões ou automatismos. No entanto, Kruse propõe essa prática com um viés pragmático, enquanto na Gestalt a alimentação sazonal representa uma resposta mais profunda ao "aqui e agora" do corpo e suas necessidades ambientais.
Considerações
Jack Kruse nos oferece uma visão que amplia os limites da medicina convencional ao propor que a saúde é uma constante negociação com o ambiente. Em minha prática como terapeuta sistêmico, gestáltico e esquizoanalista, essa abordagem encontra ressonância na forma como encorajamos o corpo e a mente a escutarem o que o ambiente – seja ele de luz, temperatura ou alimento – está "dizendo". Para Kruse, o corpo em sintonia com a natureza é um corpo saudável, enquanto as terapias integrativas buscam restabelecer essa escuta, desconstruindo padrões e reconectando o indivíduo a um presente mais vivo e harmonioso.
Assim, cabe-nos refletir sobre como criar ambientes – internos e externos – que suportem uma saúde genuína, sintonizada com o ritmo natural e livre do "ruído" imposto pela modernidade. A partir dessa relação, é possível vislumbrar um modo de vida que respeite os ciclos e as respostas do corpo, tornando-o um agente que navega com presença em um mundo cada vez mais descompassado com a natureza.
- Crônicas sistêmicas
Referências
- Hall, J. C., Rosbash, M., & Young, M. W. (2017). Studies on circadian rhythms and the genes that control them.
- Czeisler, C. A. (Harvard Medical School). Research on blue light and circadian disruption.
- Geisler, F., & Kajimura, S. (Research on thermogenesis in brown adipose tissue).
- Pall, M. (Studies on the effects of electromagnetic fields on cellular health).
- Longo, V. Research on fasting, nutrition, and metabolic health.

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