quarta-feira, 8 de julho de 2015

um lapso da vontade em cume

Vejo o tempo me contando uma estória.
Eu olho, e recebo a velocidade
e onda, em deslocamento como resposta.
Não há verdade nem mentira, talvez,
pressupostos e enganos.
Aleatoriedade de eventos num horizonte
que emula um limite.
Todas às percepções que se vestem
com o real estão, contudo, ainda nuas.
Significâncias são também um lapso
da vontade em cume, que pode ser
um engano, parcamente coordenado
pelo desejo.

E não são as montanhas, não mais que
ondas, quebrando?
Nem o mar ou a ondulação é a onda,
mas são eles uma dobradura do irreal,
como se real fosse,
adentrando o então, daí 'sendo'.

O que é, não foi, era e será um então?
O quando, já foi desejo, mas,
ampara-se na causalidade do acaso,
e rompe o instante, adentrando o agora,
equilibrando-se no enquanto, assim,
ele, num instantâneo parido
em 'agora', é.

Na crista da onda, também o ápice do real
migra ao nada, e seguirá pois, num até...
ralleirias
Imagem: Ray Collins

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