a palavra, cala fundo na existência das coisas
e em significâncias, fere momentaneamente
o silencio eterno...
retalha com elas assim,
também o tempo,
formando então realidades...
E vai cortando a não existência,
enquanto é proferida,
ecoando nas certezas
e nos passados, fazendo o sempre
com eles, como coisa construída...
E é desta forma,
que o mundo,
estranhamente,
depende também
do silêncio, eternamente...
Entre umas e outras palavras
é o seu supremo corte
o que permite à realidade pulsar
não encontrando, definitivamente
a morte...
E assim, como quem afia o fio da faca cortando,
a palavra, cala fundo na existência das coisas
e em significâncias, fere momentaneamente
o silencio eterno...
ralleirias

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